Fundos de investimento têm resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões
Alexandre Assolini Mota
No mês de abril, a indústria brasileira de fundos de investimento teve captação líquida negativa de R$ 18,1 bilhões, de acordo com balanço divulgado nesta semana pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A captação líquida é a diferença entre os aportes e os resgates nos fundos.
No período, as saídas líquidas foram puxadas pela classe de renda fixa, que teve resgates líquidos de R$ 19,3 bilhões no mês. “A cautela do investidor em relação ao crédito privado continuou em abril e isso pode ter se refletido nos fundos. Como a renda fixa vem de um trimestre muito forte, é natural que aconteça algum ajuste no curto prazo. Vamos monitorar para avaliar se esse foi um movimento pontual ou uma tendência” afirma Pedro Rudge, diretor da associação.

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Outras classes também apresentaram resultados negativos em termos de captação: fundos multimercados (R$ 5,4 bilhões) e fundos de previdência (R$ 3,4 bilhões). Na ponta oposta, tiveram entradas líquidas em abril os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs, com R$ 4,5 bilhões), os Fundos de índice (ETFs, com R$ 4 bilhões), os fundos cambiais (R$ 711,2 milhões), os Fundos de Investimento em Participações (FIPs, com R$ 377,2 milhões), os Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagros, com R$ 210,7 milhões) e os fundos de ações (R$ 187,3 milhões).


