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Com concessão em mãos, Light tem 90 dias para virar o jogo

Redação Capital Aberto

Após garantir a renovação do seu contrato de distribuição no Rio de Janeiro por mais 30 anos, Light anuncia plano de R$ 10 bilhões em investimentos em infraestrutura.

A Light assinou o contrato com o Ministério de Minas e Energia que garantiu a renovação da concessão na semana passada, durante o evento Sente a Energia, em Brasília. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro Alexandre Silveira, em 7 de maio. 

Na ocasião, o governo anunciou R$ 130 bilhões em investimentos para a melhoria da distribuição de energia elétrica no país até 2030. Os contratos de renovação contemplam 16 distribuidoras de energia que atuam em 13 estados brasileiros, entre eles o da Light.

O plano de investimentos da empresa visa atender demandas dos 31 munícipios da área de concessão de sua distribuidora. Os investimentos devem focar na modernização tecnológica e a digitalização da rede como pilares para aumentar a eficiência operacional e a resiliência do sistema.

O foco das ações é elevar a qualidade do atendimento ao consumidor e garantir a continuidade do fornecimento. Além disso, a empresa deve intensificar o combate às perdas de energia.

Ligth inicia contagem regressiva

Com o contrato de concessão assinado, começa o prazo de 90 dias para a Light injetar R$ 1,5 bilhão em caixa. A medida é parte central do plano de recuperação da companhia.

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A entrada de novos recursos, somada à conversão de R$ 2,2 bilhões em equity, reduzirá drasticamente a alavancagem da Light. A análise é de uma fonte que acompanha de perto a reestruturação da companhia.

Inicialmente, a relação dívida líquida/EBITDA deve cair a 2,5x, em comparação aos 3.13x reportados no final de 2025. A empresa divulgará o resultados do 1º trimestre de 2026 na próxima quinta-feira, após o fechamento do mercado.

Este indicador deve recuar ainda mais, chegando perto de 1,5x dívida líquida/EBITDA, segundo estimativa da mesma fonte. Esta projeção baseia-se na expectativa de aumento do EBITDA após a revisão do tratamento regulatório dado às perdas não técnicas.

A empresa deverá sair da recuperação judicial entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano, segundo estimativa desta fonte.

Com a conclusão destes passos, a Light já deverá conseguir voltar ao mercado de crédito para captar novas dívidas. Mas, mesmo antes disso, a empresa já deve conseguir recursos por algumas avenidas de captação, como a securitização, por exemplo.

O Estatuto Social da Light, de 24 de abril, já autoriza a capitalização aberta a acionistas da empresa. O processo será feito mediante deliberação do Conselho de Administração, de acordo com o mesmo documento.

A vantagem do aumento de capital privado é a agilidade, a desvantagem é que a empresa não pode fazer um roadshow mais amplo. Isso porque estruturada e com baixa alavancagem, a empresa teria condições de atrair outros investidores.


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