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BIMS Capital recua e não formaliza joint venture com a Virgo

Amanda Meneses

Renato Barison, CEO da BIMS Capital
Renato Barison, CEO da BIMS Capital

A BIMS Capital informou ao mercado nesta quinta-feira (21) que não irá prosseguir com a formalização da joint venture, anunciada anteriormente, com a securitizadora Virgo. Segundo a BIMS, a decisão é definitiva e segue a estratégia da companhia, mantendo seu compromisso com transparência, governança e integridade.

Renato Barison, CEO da BIMS Capital, afirmou em nota que a decisão de não formalizar a joint venture com a Virgo foi tomada de forma estratégica e transparente, em linha com os interesses da BIMS e seus clientes. “Diante da não formalização, nenhum trabalho foi iniciado entre a BIMS e a Virgo, não havendo, assim, qualquer conflito de interesses ou sobreposição de atividades”, disse, reiterando que os clientes da casa contam com a segurança de que as informações originadas pela BIMS passam por “um processo rigoroso de governança e seguem padrões de integridade que são a base da nossa atuação”. A prioridade da casa, diz Barison, é gerar confiança e solidez em cada operação que conduz. 


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A operação, que foi anunciada há cerca de um mês, resultaria numa joint venture entre as duas companhias, mirando o crescimento nas frentes de gestão de ativos, corretagem e mercado de capitais. Entre os intuitos da BIMS com a operação estavam se beneficiar da tecnologia de suporte às operações e das originações proprietárias da Virgo, enquanto a securitizadora seria favorecida pela frente de investment banking da BIMS ao receber operações de securitização da área. O objetivo da joint venture era crescer no segmento de middle market no mercado brasileiro.

Já a desistência do deal por parte da BIMS, anunciada hoje, surgiu após polêmicas envolvendo a Virgo. Ela está sendo acusada, após denúncia do ex-executivo da securitizadora Eduardo Levy, de uso indevido de recursos de clientes da casa, que deveriam estar apartados/segregados, para financiar um CRI da Cedro Participações que buscava recursos para a Oncoclínicas.

Nas denúncias envolvendo a Virgo, de Ivo Kos, a acusação é de que a securitizadora teria utilizado recursos do fundo de reserva para investir em um veículo que serviu para dar “garantia firme” de uma outra operação de CRI da Cedro Participações, estruturada por ela mesma. Como a operação não teve a demanda esperada, a Virgo utilizou o fundo em que estavam os recursos de reserva – que precisam ser líquidos – para comprar os papeis, concentrando o dinheiro em um ativo de baixa liquidez. 

Os recursos de fundos de reserva de CRIs da própria empresa foram aplicados em um fundo chamado Allocation. O dinheiro desse fundo, por sua vez, foi utilizado para honrar a “garantia firme” em uma nova operação de um CRI, da Oncoclínicas, no modelo built-to-suit.