Oncoclinicas pede recuperação extrajudicial para reestruturar dívida de R$ 5,1bi

O Grupo Oncoclínicas protocolou o pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 5,1 bilhões em dívidas, de acordo com a petição inicial.
O pedido de recuperação extrajudicial, feito na segunda-feira à noite, contou com a adesão de 37% dos créditos abrangidos no processo, totalizando R$ 1,9 bilhão da dívida total.
A True Securitizadora S.A. (Securitizadora) e Pentágono S.A. DTVM (Agente Fiduciário), figura como o principal credor signatário com R$ 1,68 bilhão, na llista de credores apresentados pela empresa.
Os demais credores signatários são o Banco Votorantim, o Banco Santander, Fundo de Investimento em Direitos Creditórios PCG-Brasil Multicarteira, de acordo com o mesmo documento.
O percentual atende a determinação da Lei 11.101/2005, que autoriza o pedido de recuperação extrajudicial com aprovação mínima de um terço dos credores incluídos no processo.
90 dias para aprovar plano
Conforme a lei, a empresa tem o prazo improrrogável de 90 dias para alcançar o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial.
A maior instituição privada de oncologia da América Latina já havia pedido tutela de urgência cautelar em meados de abril. O pedido foi deferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 16 de abril.

PUBLICIDADE
O plano de recuperação extrajudicial da companhia poderá envolver a capitalização da companhia pelos seus acionistas e a conversão de parte dos créditos abrangidos em participação acionária, de acordo com fato relevante divulgado hoje.
Além disso, o plano poderá incluir a substituição de parte dos créditos abrangidos na recuperação por novas dívidas, além do alongamento do cronograma de amortização destas dívidas.
A companhia informou ainda que a recuperação extrajudicial não abrangerá as obrigações operacionais correntes com seus clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades.
A Oncoclínicas vem mantendo negociações com o seu principal fornecedor de medicamentos, a Oncoprod, sobre dívida que soma R$ 1,05 bilhão, como reportado por fonte familiarizada com o assunto.
As unidades de quimioterapia e radioterapia da empresa atenderam cerca de 294 mil pacientes, dos quais cerca de 76 mil foram efetivamente submetidos a tratamento em 2025, de acordo com o documento.
Em 2026, essas mesmas unidades já registraram aproximadamente 187 mil pacientes atendidos, dos quais cerca de 52 mil receberam tratamento, acrescentou a empresa.
O grupo está presente em mais de 30 cidades brasileiras, operando mais de 200 unidades, com atuação em especialidades como oncologia clínica, radioterapia, hematologia, transplante de medula óssea e cuidados complementares, informou na petição inicial.


