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Poucas empresas do FTSE 100 têm planos de transição climática críveis

Redação Capital Aberto

Apenas 5% das empresas do FTSE 100 seguem a estrutura de divulgação preliminar estabelecida pela Transition Plan Taskforce (TPT) | Imagem: Freepik

Apenas 5% das maiores companhias abertas do Reino Unido publicaram planos de transição climática "críveis" ou suficientemente detalhados, apesar de a maioria afirmar que está comprometida em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é de uma nova pesquisa feita pela EY.  


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Como parte de uma série de medidas de sustentabilidade anunciadas recentemente, o governo do Reino Unido disse que abrirá uma consulta ainda este ano sobre a obrigatoriedade de as empresas divulgarem seus planos de transição climática descrevendo como cortarão as emissões e os custos associados a essa iniciativa. A ideia é que todas as grandes empresas cumpram essa obrigação, incluindo as que não têm capital aberto. As companhias que não seguirem a regra terão que fornecer uma justificativa. 

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Se a norma for aprovada, as empresas terão que rever suas práticas. A pesquisa da EY identificou que, apesar de cerca de 80% das empresas do FTSE 100 já terem divulgado algum tipo de plano que inclui metas públicas para alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050, apenas 5% seguem a estrutura de divulgação preliminar da Transition Plan Taskforce (TPT). A TPT foi criada no ano passado depois que o governo britânico se comprometeu durante a COP26, realizada em Glasgow, com a iniciativa de exigir que as empresas listadas no Reino Unido publicassem planos de descarbonização até o fim de 2023. 

Segundo Rob Doepel, sócio-gerente de sustentabilidade da EY no Reino Unido e na Irlanda, a pesquisa mostrou a enorme quantidade de trabalho que as empresas britânicas precisam fazer para alcançar o "padrão ouro" exigido sob a estrutura da TPT. "Temos muitas organizações que fizeram promessas e declarações de intenção e falaram sobre grandes projetos, mas, quando olhamos seus planos de transição climática, ainda há muito o que precisam melhorar", ressaltou Doepel, em entrevista ao Financial Times. Por isso, ele acredita que o compromisso feito na COP26, provavelmente, não será cumprido ainda este ano:"2024 é um prazo mais realista", afirmou. 

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