“Silêncio verde” ameaça transparência sobre combate ao efeito estufa
Redação Capital Aberto

Uma tendência conhecida como “silêncio verde” vem crescendo entre as companhias, à medida que muitas optam por não divulgar detalhes sobre suas metas climáticas. A intenção é evitar o escrutínio dos investidores e alegações de que poderiam estar cometendo greenwashing, segundo um estudo feito pela consultoria climática South Pole.
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De acordo com a pesquisa, um quarto de 1.200 empresas entrevistadas em 12 países disse que não divulgaria suas metas destinadas a zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa. A notícia é preocupante, uma vez que a proporção de companhias que estabelecem objetivos baseados em dados científicos ouvidas pela South Pole mais que triplicou em relação ao ano anterior.

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Após a COP26, realizada em Glasgow, em 2021, as empresas correram para divulgar suas iniciativas de sustentabilidade. Mas a enxurrada de promessas climáticas que se seguiu fez com que muitas fossem acusadas de estarem mentindo. A empresa de petróleo TotalEnergies, por exemplo, virou alvo de ações judiciais que afirmam que ela praticou greenwashing em campanhas publicitárias. “Atualmente, há um alto grau de escrutínio em torno de qualquer afirmação relacionada à sustentabilidade”, afirmou Michael Wilkins, chefe do Centro de Finanças e Investimentos Climáticos do Imperial College London, ao Financial Times. “Juntamente com a onda ESG, acho que esse cenário está assustando muitas empresas.”
O problema, na visão da South Pole, é que o “silêncio verde” ameaça a transparência e pode impedir que as empresas estabeleçam objetivos mais ambiciosos. Além disso, especialistas consideram que se a iniciativa se tornar uma tendência será ainda mais desafiador inspirar companhias que estão atrasadas no combate à emergência climática a mudarem sua postura.
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