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Mercado mantém principais previsões, apesar de debate sobre déficit

Redação Capital Aberto

As previsões de analistas do mercado financeiro para quase todos os principais indicadores da economia permaneceram estáveis ou com ligeira mudança em relação à semana passada de acordo com  a pesquisa do Banco Central consolidada no Boletim Focus.

O relatório desta segunda-feira foi o primeiro a capturar o impacto das declarações do presidente Lula na sexta-feira dia  27 de outubro, que reabriram as discussões sobre a meta de déficit primário para 2024.

A mediana das previsões do mercado aponta agora para um déficit primário de 0.80% do PIB em 2024. O número é ligeiramente superior ao da semana passada (0,78%), mas abaixo do valor registrado há quatro semanas (0,83%).

A previsão de inflação para este ano se manteve em 4,63%. É a quarta semana consecutiva em que o índice aparece dentro do intervalo de tolerância da meta, que é de 3,25% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Boletim Focus

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Para 2024, a previsão do IPCA de acordo com o Boletim Focus é 3,91%, ligeiramente superior aos 3,90% da semana passada. Para 2025, a previsão permaneceu a mesma: 3,50%. Nos dois casos, a meta é 3%, com margem de tolerância de 1.5 ponto percentual.

Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia permaneceu em 2,89%. Já para 2024, o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país - deve ficar em 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,05.

Também não houve mudanças nas estimativas sobre a taxa de juros básica da economia. O mercado continua trabalhando com uma Selic de 11,75% no final deste ano e prevê 9,25% no final de 2024 e 8,75%, no de 2025.

Com Agência Brasil

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