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Campanha ativista eleva presença feminina em conselhos

Redação Capital Aberto

Campanha ativista eleva presença feminina em conselhos
Ilustração: Rodrigo Auada

Em 2017, a gestora State Street Global Advisors (SSGA), que tem sob gestão cerca de 2,8 trilhões de dólares, patrocinou a instalação da estátua de bronze “fearless girl” (garota sem medo) em frente ao famoso touro da Wall Street. Neste ano, colocou outra obra do tipo no distrito financeiro de Londres. Mas a asset não se limita ao campo simbólico: pressiona as companhias em que investe para incluírem mulheres em seus conselhos de administração.

Nos últimos dois anos, a SSGA disse ter feito pressão, por meio do diálogo, em 1.265 empresas que tinham apenas homens em seus boards. Dessas, 423 nomearam conselheiras. No começo, companhias de Estados Unidos, Reino Unido e Austrália foram alvo da gestora e, em 2018, ela incluiu Europa, Japão e Canadá.

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A partir deste ano, a asset adotará uma estratégia mais agressiva contra empresas que persistem com os chamados “all male boards”. Votará contra a eleição de todos os candidatos daquelas companhias que não indicarem pelo menos uma mulher ao cargo de conselheira. Lynn Blake, da SSGA, disse à revista Corporate Secretary que são poucas as empresas que abertamente discordam dos objetivos da campanha e que elas se dividem em dois grupos: as que dizem que não há evidências de que um maior equilíbrio de gêneros nas posições de poder gere melhores resultados financeiros e as que afirmam que ainda não há um número significativo de mulheres prontas a assumir posições executivas.


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