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FIDCs avançam e devem ganhar impulso com novidades regulatórias e novos produtos

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Vertrau

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O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgiu há pouco tempo, mas cresceu de maneira exponencial. Com a oferta de retornos superiores e uma gama diversificada de ativos, o produto tem revolucionado o mercado e deve ganhar ainda mais tração conforme avanços regulatórios.

Em 2025, o segmento apresentou emissões recordes que totalizaram R$ 838,8 bilhões em ofertas públicas, 6,4% acima do montante de 2024, sendo também o título securitizado com maior captação no período, de R$ 90,8 bilhões, aumento de 9,5% frente a 2024, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os FIDCs fornecem liquidez às empresas que antecipam seus recebíveis por meio deles, enquanto investidores que compram cotas desse produto recebem retorno, muitas vezes acima do mercado, desses fluxos. Mas esse segmento depende muito de qualidade, rastreabilidade e segurança das informações, ambiente no qual a Vertrau atua.

Apesar das vantagens desse segmento que dá acesso a fluxos financeiros provenientes de diversos setores da economia, há desafios estruturais, como a falta de padronização dos recebíveis e o risco de “crédito duplicado”, que envolve um mesmo ativo cedido para mais de um fundo, resultando na necessidade a infraestrutura de dados e registro, especialmente para ativos como duplicatas e outros créditos.

Essas lacunas, no entanto, devem ser sanadas com a ajuda do avanço regulatório. Novidades como as duplicatas escriturais e o boleto dinâmico devem dar um novo impulso a esse mercado. No caso do boleto dinâmico, por exemplo, diferentemente do boleto “estático” /tradicional, ele pode ter dados atualizados em tempo real, permitindo identificação mais precisa do pagamento e ainda pode estar vinculado diretamente a um título registrado.

Ou seja, o boleto passará a acompanhar a cessão e o fluxo vai direto para o fundo, resultando em menos risco de desvio e fraude.

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“A próxima fronteira dos FIDCs não é apenas financeira, é tecnológica: quem dominar infraestrutura, rastreabilidade e inteligência de dados vai definir o novo padrão de segurança e escala do mercado”, aponta Bruno Warmling, CTO e sócio da Vertrau. A tecnologia é uma grande aliada nesse processo.

Hoje, há três movimentos regulatórios importantes ocorrendo que prometem trazer os FIDCs a um novo patamar. Agora, mais ativos precisam ser registrados em infraestruturas autorizadas, evitando dupla cessão, além do fortalecimento das registradoras, com mais integração entre sistemas e melhor rastreabilidade. O marco legal de duplicatas eletrônicas, que traz a digitalização dos recebíveis e a padronização jurídica é outro vetor que promete impulsionar esse mercado.

Com as mudanças, será possível ter um melhor controle do fluxo financeiro, resultando em maior segurança para investidores. Outras questões como redução de custos, devido a menor necessidade de auditoria manual, reconciliação e estrutura de controle também são benefícios a serem observados. 

Essa operação mais eficiente também pode culminar numa queda de spreads no médio prazo, além de baratear crédito para empresas, tornando ativos menores (PMEs) mais “investíveis”. Dessa maneira, o mercado deve experimentar uma maior confiança institucional, que aproxima o país de padrões internacionais.

Os ganhos, no entanto, não são imediatos e dependem da adaptação tecnológica dos players, das registradoras, e há um custo inicial de integração, mas tornam os FIDCs um produto mais padronizado, rastreável e seguro e prometem trazer ainda mais luz a um mercado já sob os holofotes. O momento de se preparar para essa nova onda é agora.


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