Rooftop dobra a aposta no “HomeCash” e prevê alocação de R$ 1 bi em 2028

A Rooftop, de Daniel Gava, está dobrando suas apostas em uma modalidade de crédito que tem ganhado destaque no mercado financeiro brasileiro. O HomeCash já está deixando o eixo Rio-São Paulo e se consolidando em outras regiões do país.
O fundo (HOMES11) lançado em 2025 com a Galápagos alocou R$ 130 milhões em seus 12 primeiros meses de vida. Neste ano, já tem um orçamento para investir R$ 230 milhões, com estimativa de chegar a R$ 500 milhões em 2027. Em 2028, será R$ 1 bilhão.
A tese lembra o crédito com garantia de imóvel, porém, com diferenças fundamentais. Enquanto o Home Equity faz um empréstimo e usa um imóvel como garantia, praticamente refinanciando o ativo, no HomeCash, a propriedade é comprada pelo fundo por 60% do valor de mercado e alugada para o vendedor.

De um lado, a injeção de capital traz alívio financeiro imediato para o cliente. Do outro, o fundo tem uma combinação de ganho de capital e renda locatícia residencial. Hoje, o HOMES11 está pagando IPCA mais 12% para a cota sênior.
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“Ele [vendedor] não tem débito emocional, não sai do imóvel, continua inquilino e dou para ele duas possibilidades. Na primeira, ele recompra o imóvel por um valor estabelecido, geralmente 80% da avaliação. Na segunda, eu vou a mercado e vendo o imóvel e o cliente captura tudo o que ficar acima do valor que combinamos”, afirma Gava.
Franquias Rooftop

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Um dos maiores desafios do modelo é a originação dos imóveis. Hoje, 95% das operações da Rooftop são de ativos avaliados entre R$ 1 milhão e R$ 7 milhões. Abaixo dessa faixa, a empresa se tornaria uma máquina de desocupação. Acima, a liquidez diminui para os eventuais casos de venda.
Agora, o plano é acelerar a busca de clientes. E a aposta da Rooftop é pelo modelo de franchising. Atualmente, a empresa conta com 12 franqueados, que já representam quatro vezes o tamanho da força de vendas interna. A meta é chegar a 60 franqueados até o fim de 2025.
“Estamos menos preocupados em vender franquias e muito mais preocupados em trazer o franqueado correto”, afirma Gava.
Ainda que opere um modelo diferente, a expansão da Rooftop está atrelada o desempenho do Home Equity. O crédito com garantia de imóvel deixou de ser um produto de nicho para ocupar espaço estratégico no sistema financeiro.
O mercado brasileiro de crédito com garantia de imóvel se expandiu nos últimos anos, ainda que partindo de uma base relativamente pequena. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que as contratações da modalidade ficaram perto de R$ 11,5 bilhões em 2025.
O valor anual contratado por pessoas físicas com garantia de imóvel foi multiplicado por três ao longo da última década. Ainda assim, o Home Equity ainda representa menos de 5% do total do crédito do sistema financeiro nacional, o que evidencia espaço para expansão, o que inclui o HomeCash.
Nesse cenário, o Itaú Unibanco aparece entre os líderes em estoque de carteira. Na lista do TOP 5 ainda aparecem Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa. E é nos chamados “bancões”, que Gava mira para dar seus próximos passos. “No futuro próximo vamos conseguir estabelecer parcerias importantes com os bancos, que são, na verdade, os maiores originadores desse tipo de situação”, afirma o empresário.
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