Saída da Reag Capital da bolsa, autorizada pela CVM, é mais um passo na tentativa de reorganizar a casa
A Reag Capital deu mais um passo na tentativa de se reorganizar após ser um dos alvos da operação Carbono Oculto, que busca desmantelar ligações do crime organizado com fintechs e casas da Faria Lima, em estratégias de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Depois de se desfazer de ativos importante, como a Reag Investimentos, vendida à Arandu Partners, e da Ciabrasf, negociada com a Planner, a holding Reag Capital deixa a bolsa.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deferiu o pedido feito pela casa para cancelar o registro de emissor Categoria B, conforme fato relevante divulgado pela Reag. “A companhia esclarece que o cancelamento seguiu o atendimento às condições legais e regulamentares exigidas, inclusive aquelas definidas pela CVM para a extinção voluntária do registro como companhia emissora”, afirma a Reag no Fato Relevante. “Nesse sentido, em razão do Cancelamento de Registro, a Companhia, a partir da presente data, passa a ser uma companhia fechada, não havendo alteração na sua composição acionária.”

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Vale lembrar que a Reag chegou à bolsa por meio de um IPO Reverso, após comprar uma companhia já listada, a GetNinjas, alterando o ticker de negociação para REAG3. As estruturas de governança frágeis das empresas que chegam à bolsa via IPO Reverso, sem passar pelo processo e pelo crivo de estruturar um IPO do zero, tem chamado a atenção do mercado.
A senha para toda a movimentação da Reag de João Carlos Mansur, com venda de empresas sobre controle da holding e agora saída da Bolsa, foi a Operação Carbono Oculto que colocou em cheque a transparência das operações realizadas e levou a uma desconfiança do mercado.
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