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Governança é o tema que o Brasil mais precisa trabalhar, diz Jorge Gerdau

Amanda Meneses

Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho superior do Movimento Brasil Competitivo
Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho superior do Movimento Brasil Competitivo

Embora o tema governança tenha ganhado mais notoriedade apenas nos últimos anos, especialmente com a ascensão do termo ESG (Ambiental, Social e Governança, em português), grandes empresários brasileiros já davam importância a estruturas bem-definidas e à definição de propósito empresarial. Este é o caso de Jorge Gerdau, responsável por uma das principais produtoras de aço da América Latina, a Gerdau. Hoje, o executivo reforça que a governança é um tema central para o ambiente corporativo, especialmente a tecnologia de gestão, controle de processos. 

Durante painel realizado no 26º Congresso IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) na capital paulista nesta quinta-feira (9), o executivo comentou sobre a importância da governança e de propósito para as empresas. Para o executivo, um dos motivos de sucesso da Gerdau é atribuído ao “domínio da tecnologia de gestão”. “Talvez seja o tema mais importante e é o único caminho que nós temos para poder enfrentar e vencer os grandes desafios nacionais. Eu repito que esse é o maior tema, que a inteligência brasileira ainda está absolutamente carente e eu acrescentaria ainda que, provavelmente, a maior explicação do sucesso da Gerdau é pelo trabalho da tecnologia de gestão e recursos humanos, o fator-chave”, disse.

Para o executivo, analisar eficiência competitiva e cenário internacional também são itens essenciais. A “peça chave”, fator mais importante, em sua visão, são os recursos humanos. “Dentro desse processo, diria que o maior segredo são os recursos humanos. Quem faz o negócio é a ação das equipes, são os homens que trabalham dentro da estrutura”, aponta. 

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O empresário ainda criticou a falta de debate em ampla escala e a ineficiência da estrutura da máquina pública, com um alto número de ministérios e “sem clareza de propósito”. “Você desdobra a organização em processos, seja no campo comercial, industrial, tecnológico, mas tudo é processo. E a limpeza dele, e a definição do objetivo faz você atingir patamares inacreditáveis. Mas preciso entender e dominar o conceito de processo e aonde eu quero chegar. Essa definição vale tanto na macro concepção e definição de propósito, como vale no desdobramento do processo”, comenta Gerdau, questionando quando foi debatido em âmbito nacional, empresarial e político qual é o propósito no Brasil. “Aonde é que queremos chegar? Se eu não tenho essa definição, como vou construir os subprocessos que coordenam o processo principal? O meu propósito é chave para o sucesso.”

Durante o painel, foi discutida ainda a temática da sucessão em empresas brasileiras, inclusive, sobre o planejamento na própria Gerdau. O executivo mencionou que é importante a empresa estar estruturada para isso, com padrões melhores para poder trazer uma prática de sucesso para a área executiva. “Essa estruturação formal do conselho votado e escolhido pela Assembleia de Acionistas é muito importante. É preciso que se faça a análise também de competência profissional dos membros do conselho, preferencialmente”, aponta, complementando que é necessário realizar um organograma da estrutura da empresa e desenhar o grande problema dos estudos, as hierarquias.

Gerdau ainda mencionou a importância de ter um core business bem definido e perseguido pela empresa, além da necessidade de comunicação e diálogo dentro da gestão das companhias. 


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