B3 ganha dois ETFs de Buena Vista e Investo com foco em ouro e Argentina
O mercado de fundos de índices (ETFs) no Brasil vem ganhando corpo e produtos diversificados. Duas casas especializadas no produto, Buena Vista e Investo, estão ampliando a grade de oferta de ETFs aos clientes. Só no primeiro semestre, conforme reportagem da Capital Aberto com base em levantamento da Quantum Finance, foram 32 novos ETFs que engordam um mercado hoje de R$ 64 bilhões de patrimônio, bem distante dos US$ 11,8 trilhões do mercado americano, mas em expansão consistente. Nesta quinta-feira (28), Buena Vista lança seu ETF de ouro (AURO11), com dividendo, e a Investo coloca na rua seu ETF que aposta em Argentina (ARGE11).
O AURO11, da Buena Vista, é uma alternativa para quem busca acompanhar a valorização do ouro e receber proventos mensais por meio de uma estratégia de opções (covered call), replicando o índice de referência NEOSBRGI. O ETF combina a exposição ao ouro físico com uma estratégia de venda de opções que transforma a volatilidade do metal em fluxo mensal, buscando um dividend yield entre 1% e 1,2% ao mês, segundo informa a Buena Vista.
“Ao longo da história, o ouro tem mostrado resiliência em momentos de estresse econômico e geopolítico. Em crises como a de 2008, na pandemia de 2020 ou em períodos recentes de inflação elevada e tensão entre grandes potências, o metal se valorizou e manteve seu papel como ativo de proteção, ajudando a equilibrar carteiras e preservar poder de compra”, comenta Renato Nobile, gestor e analista da Buena Vista Capital. “Com o cenário atual geopolítico, o ouro cresceu na demanda dos investidores que buscam essa proteção para os seus investimentos”, conclui.

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Segundo dados da Bloomberg, o ouro apresentou desempenho expressivo em momentos de crise. Em 2020, no auge da pandemia, valorizou 17% enquanto o Ibovespa e o S&P 500 recuaram 17% e 44%, respectivamente. “O AURO11 permite que o investidor transforme um ativo tradicionalmente considerado ‘mudo’ em uma fonte de renda mensal, mantendo exposição à valorização de longo prazo do ouro”, completa Nobile.
Foco em Argentina
Outro ETF que chega ao mercado é o ARGE11, da Investo. O produto replica o desempenho de empresas argentinas listadas em bolsas dos Estados Unidos. O ETF acompanha o MarketVector™ US Listed Argentina Index, que reúne 15 ADRs (American Depositary Receipts) de companhias com valor de mercado total de cerca de US$ 49,2 bilhões. O fundo abrange diversos setores, incluindo energia, finanças, bens industriais e comunicações e tenta se aproveitar do momento de recuperação da recuperação econômica da Argentina.
No comunicado sobre o novo ETF, a Investo chama a atenção para as ações de companhias argentinas, “ainda negociadas a múltiplos abaixo da média global”, o que pode representar uma oportunidade atrativa para quem aposta numa transformação estrutural da economia argentina.
“O ARGE11 oferece uma forma eficiente de acessar a retomada da economia argentina, com exposição a setores estratégicos, além de contar com a liquidez e a transparência regulatória do mercado norte-americano”, afirma Cauê Mançanares, CEO da Investo. Até agora, a única forma de acessar empresas argentinas pela B3 era por meio de BDR. Empresa do grupo VanEck, que conta com mais de US$ 120 bilhões sob gestão, a Investo tem 23 ETFs dos mais variados segmentos e um FIA que acompanha as principais megatendências do mercado, com cota de entrada acessível e benefícios tributários para construir um futuro de investimentos sem fronteiras.
