De olho em Drex, Bloxs capta recursos para reforçar plataforma integrada on-chain

A Bloxs, fintech brasileira dedicada a criar um ecossistema de soluções digitais para os integrantes do mercado, aposta em um novo produto para consolidar sua estratégia de capital market as a service, uma plataforma end to end, de olho no avanço do Drex, que será lançada em março, segundo previsão do CEO da Bloxs, Felipe Souto.
Criada em 2018, a Bloxs vem se posicionando como uma plataforma com soluções tecnológicas e regulatórias no mercado de capitais. A casa começou sua atividade sob a autorização da CVM 88, também conhecida como crowdfunding e ao longo dos últimos anos foi incorporando outras soluções, como securitizadora, tokenizadora, coordenadora de ofertas públicas e gestora de recursos.
“A gente vem trabalhando com uma plataforma que une o sell side com o buy side e que, no meio do caminho, oferece soluções tecnológicas e regulatórias, para que a gente esteja em um one-stop-shop para operações estruturadas”, comenta Souto, citando que os clientes são profissionais de investimentos e players B2B do mercado de capitais.
Do lado sell side, o “ideal customer profile” são as boutiques de investimento, empresas de capital solutions. Hoje, a casa tem 26 boutiques utilizando seus serviços, com um total de R$ 1,5 bilhão em operações analisadas e processadas pela plataforma. A Bloxs, inclusive, anunciou no fim de 2024 o fechamento de um contrato com a Vita Investimentos, plataforma focada em multifamily offices, para oferecer a solução as-a-service da Bloxs dentro de sua estrutura.
“Ou seja, os multifamily offices poderão utilizar a infraestrutura oferecida pela Bloxs, as-a-service, lembrando que, claro, isso é uma solução integrada na jornada da Vita. A relação desses usuários é com ela, mas eles poderão emitir CRI, CRA, Debêntures, CR, atendendo, assim, as demandas dos clientes deles. O ano passado foi um ano de validação, efetivamente, desse modelo de negócio”, aponta o CEO.
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A proposta da Bloxs, segundo o CEO, é embedar, oferecer soluções para as “capitals”, como chama os clientes que atende. Além dessas soluções, as operações precisam de saída, e é onde entra o outro lado do marketplace, os buy sides: investidores institucionais, profissionais e investidores de fundos estruturados. “Hoje, quando falamos em estruturados, falamos em FIDC, FII e Fiagro. Ou seja, assets que compram CRI, CRA, debêntures, CR. Teve um crescimento de 39% da quantidade desses usuários ativos, terminando 2024 com 110. Falamos de B2B, ou seja, uma gestora naturalmente tem dezenas, centenas de fundos, com centenas de funcionários, mas aqui a nossa visão é o contrato B2B”, diz Souto.

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O CEO exemplifica citando o atendimento a uma boutique nova, que vai precisar de uma série de licenças, optando pelo uso da infraestrutura da Bloxs, onde vai poder utilizar a securitizadora para emitir o CRI, por exemplo, e a coordenadora da oferta pública para oferecer para a outra ponta, que são os usuários, investidores profissionais “sedentos por essas oportunidades”.
Com isso, a Bloxs tem trabalhado há 18 meses na nova plataforma que além das funcionalidades digitais da infraestrutura, vai permitir a emissão, gerenciamento e até a liquidação dentro do mesmo ambiente integrado. A novidade é permitir que o usuário possa fazer tudo em um único lugar. A casa, inclusive, tem operado uma rodada de investimentos pré série A buscando R$ 8,5 milhões desde dezembro para captar recursos com investidores institucionais para aprimorar esse produto. Este ano, partindo para a rodada série A, a expectativa da Bloxs é levantar de US$ 10 milhões a US$ 20 milhões, principalmente para evoluir a infra em blockchain, IA e dados.
“O mercado tem umas dificuldades macroeconômicas, de fato, mas quando pensamos nesse desenvolvimento da infraestrutura de tecnologia no mercado financeiro, está bastante aquecido. Eu diria que a principal razão vem de todas essas mudanças da proximidade com a entrada em operação do projeto do Drex”, opina Souto. “Estamos aqui entendendo essas adaptações necessárias, com a chegada do Drex, e a necessidade de aceleração do desenvolvimento da plataforma.”
A nova plataforma é uma consolidadora de todas as funcionalidades da infraestrutura da Bloxs e nasce 100% on-chain, ou seja, a troca de informação já será de Web 3, em blockchain, a grande novidade, segundo Felipe Souto. A razão da escolha é que há uma preparação cada vez maior para que, com a entrada no Drex, haja essa transição dos nossos usuários do mundo offline para o mundo digital.
A Bloxs, que também submeteu um projeto na segunda fase do Drex e aguarda o resultado para fazer parte dos testes, também possui planos de expandir seus negócios tanto em quantidade quanto em volume este ano. Em 2024, do total de 1.062 operações, 103 viraram negócios, o que Souto diz provar o bom desempenho de funil da solução da Bloxs. “Desses deals, estamos falando de R$ 1,5 bilhão em volume de negócios potenciais, e uns R$ 500 milhões foram liquidados no ano passado. Ao longo deste ano, esperamos ocorrer a liquidação dos demais”, diz o CEO.
Souto comenta também que o processo de uma operação estruturada é moroso e leva, no mercado, cerca de 120 dias. “Aqui dentro temos conseguido fazer em 78, que é o nosso indicador médio. Este ano, queremos efetivamente dobrar esse volume de negócios, sair desse R$ 1,5 bilhão para buscar R$ 3 bilhões junto a essa rede de parceiros.”
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