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Banco BV ganha espaço no mercado de dívidas ESG

Leandro Tavares

Rogério Monori, diretor executivo do Atacado do banco BV
Rogério Monori, diretor executivo do Atacado do banco BV

A aposta feita pelo banco BV no mercado de dívidas ESG vem dando resultado e a instituição alcançou a segunda posição deste segmento no Brasil. Trata-se de um mercado ainda pequeno, perto do volume captado em operações tradicionais em dívidas, mas que vem atraindo o interesse de emissores, bancos e investidores. De acordo com um relatório da ERM NINT, empresa de consultoria e avalição ESG na América Latina e Caribe, o mercado de dívida ESG já captou R$ 326 bilhões no Brasil nos quase 10 anos de existência.

“Nosso compromisso público é financiar ou distribuir no mercado de capitais R$ 80 bilhões para negócios aderentes aos critérios ESG até 2030. Desde 2021, já disponibilizamos R$ 24,5 bilhões para esse tipo de cliente”, explica o diretor executivo do Atacado do banco BV, Rogério Monori, acrescentando que a instituição criou no começo deste ano um serviço de consultoria dedicado para emissões ESG.

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Na avaliação do executivo, nesta modalidade de dívida o banco tem a possibilidade de trazer novos ângulos para os negócios, tanto para a própria instituição quanto para seus clientes, já que a expectativa é de um volume significativo de recursos nos próximos anos, com foco na transição energética, saneamento, dentre outras áreas. “O BV está em uma posição privilegiada para auxiliar os clientes em suas estratégias ESG.”

No primeiro quadrimestre do ano, segundo levantamento do próprio BV, foram distribuídos no mercado R$ 23 bilhões por meio de 15 operações classificadas como ESG no mercado de capitais. Para Monori, esse foi um dos melhores períodos para a emissão de títulos voltados à temática ESG.

Do total de operações, quatro foram internacionais e 11 nacionais, sendo que o volume interno somou R$ 7,6 bilhões. O BV atuou como coordenador líder ou coordenador em cinco delas, distribuindo R$ 1,7 bilhão no mercado de capitais.

“Os recursos foram usados para apoiar projetos de energia renovável, agronegócio de baixo carbono, saneamento, entre outros, com metas ambientais, sociais e climáticas ou uso do recurso direcionado às temáticas ESG”, diz Monori.  

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