Akua acelera entrada no Brasil com ex-Mastercard no board

A Akua anunciou a chegada de Gilberto Martins como advisor estratégico. O executivo acumula mais de 30 anos no ecossistema financeiro, com passagens por Mastercard e EBANX.
“O setor de pagamentos na região está entrando em uma nova fase, na qual a complexidade regulatória e a expansão internacional deixam de ser opcionais para se tornarem estruturais”, afirma Rodrigo Rodrigues, COO e cofundador da Akua.
Martins chega ao conselho em um momento em que a companhia avança no mercado brasileiro. A fintech, fundada em 2024, opera na Colômbia e no Uruguai e define o Brasil como principal eixo de expansão regional.
O movimento consolida um grupo de advisors com perfis complementares em operação, regulação e expansão internacional. Alexandre Magnani, ex-CEO do PagBank, e Edison Raposo, ex-vice-presidente da Mastercard, já integravam o conselho desde etapas anteriores.
Akua aposta na regulação
A escolha de Martins tem motivação específica. Sua trajetória inclui a construção de marcos regulatórios em múltiplas jurisdições e a participação direta em processos de IPO em mercados da América Latina, Europa e Ásia.
Em evento recente do banco BS2, Martins alertou que a Resolução 522 do Banco Central vai tornar "caro operar" no mercado de meios de pagamento. Segundo ele, a norma representa um novo modelo de gestão de riscos e garantias das bandeiras, sem paralelo internacional.
Além da Resolução 522, o setor precisa adaptar operações de Banking as a Service às novas regras da Resolução Conjunta nº 16/25, com prazo final em 31 de dezembro de 2026. A Akua posiciona esse conhecimento regulatório como camada estratégica para os clientes que precisam escalar no Brasil.
Para o COO da empresa, Rodrigo Rodrigues, a complexidade regulatória e a expansão internacional deixaram de ser opcionais para se tornarem estruturais. O diagnóstico orientou diretamente a composição do conselho de advisors.

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Modelo de negócio
A Akua opera um Payments Hub cloud-native, modular e impulsionado por inteligência artificial, com o objetivo de integrar IA diretamente à infraestrutura de pagamentos e substituir modelos fragmentados por uma abordagem unificada orientada a dados.
A plataforma integra mais de 20 agentes de IA nativos em funções como detecção de fraudes, automação de disputas, onboarding e conciliações.
O modelo de negócio se baseia na visão de Acquiring-as-a-Service. O objetivo declarado da companhia é que qualquer empresa que queira se tornar adquirente consiga implantar uma solução completa ponta a ponta em menos de seis horas.
Em outubro de 2025, a Akua concluiu sua rodada seed totalizando US$ 13 milhões captados em cerca de um ano de operação. A rodada foi co-liderada por Flourish Ventures e Cathay Latam, que apostaram na tese de que a empresa se posiciona como a próxima geração de infraestrutura fintech latinoamericana.
Infraestrutura de pagamentos
O Pix ultrapassou 170 milhões de usuários no Brasil e consolidou o país como referência global em pagamentos instantâneos e interoperabilidade financeira. O crescimento do sistema criou demanda por uma camada de infraestrutura capaz de operar sobre esses trilhos com escala e eficiência.
O Brasil tem uma das redes de adquirência mais sofisticadas do mundo, mas ainda marcada por altos custos e dependência de sistemas legados. Esse diagnóstico sustenta a proposta da Akua de oferecer infraestrutura mais eficiente para bancos, adquirentes e fintechs que operam no país.
Para 2026, analistas do setor apontam que a convergência entre infraestrutura, dados e inteligência artificial deve aprofundar a transformação do mercado financeiro, com fintechs de infraestrutura substituindo modelos fragmentados por abordagens unificadas e orientadas a dados.
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