Risco cibernético domina preocupações dos CEOs, revela PwC

Os CEOs das empresas de serviços financeiros têm dois temas como prioritários: inovação e riscos cibernéticos. Segundo o recorte setorial da 29ª Global CEO Survey da PwC, 58% dos CEOs das companhias ouvidas admitem que incorporaram a inovação como um componente essencial da estratégia de negócios, um percentual superior à média global para o setor (47%) e à média geral brasileira (56%) e global (50%). A pesquisa, que ouviu mais de 4.400 líderes empresariais em 95 países, revelou que 45% dos CEOs indicam alta exposição dos seus negócios a riscos cibernéticos. Sobre o uso de Inteligência Artificial (IA), 34% das organizações registram aumento de receita graças à adoção da tecnologia.
Quando o tema é inovação, as companhias de serviços financeiros se destacam em termos de colaboração e experimentação: 39% colaboram com parceiros externos para acelerar a inovação e 35% testam rapidamente novas ideias com clientes, percentuais superiores aos observados em todos os recortes analisados. Neste contexto, revela a pesquisa da PWC, o cuidado com os riscos cibernéticos também está acima da média na comparação com demais setores. Para 45% dos líderes brasileiros, os seus negócios estão altamente expostos a ameaças tecnológicas, um patamar que também chama a atenção por estar acima da média para o setor financeiro globalmente (31%) e da média de todos os setores no Brasil (25%).
Em outro recorte do levantamento, CEOs apontam piora nos riscos de curto prazo para as próprias empresas. A perspectiva de crescimento de receita nos próximos 12 meses diminuiu de 62% (no ano anterior) para 48%, embora esse número permaneça acima da média brasileira de todos os setores (38%) e alinhado à média global do setor financeiro (42%).
“É uma visão de mais curto prazo e de intensidade de exposição ao risco. Nesse caso, a exposição é uma medida com a probabilidade de perda financeira significativa. Falando de risco cibernético, já era algo esperado”, comenta o sócio e líder para o setor de serviços financeiros da PwC Brasil, Lindomar Schmoller, acrescentando que é possível aferir, “com uma razoável certeza de que isso reflete o ambiente e os eventos ocorridos mais recentemente”, se referindo a ambiente macro e a de serviços financeiros saírem do ar.

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Schmoller lembrou que o assunto de cibersegurança está na discussão do borde de todas as organizações, sendo relevante do ponto de vista do tamanho dos investimentos que as organizações fazem para, de maneira antecipada, evitar que o risco ocorra. “Observamos que a preocupação com os riscos tecnológicos está acima de outros riscos, como o de fatores macroeconômicos, por exemplo. Isso demonstra a importância de ações preventivas e preditivas e de monitoramento constante entre as companhias desta indústria”, alerta o Schmoller.
“A principal preocupação dos altos executivos hoje ocorre porque o risco cibernético é capaz de quebrar uma instituição, de descontinuar os negócios”, complementa Willer Marcondes, sócio para serviços financeiros da Strategy&, consultoria estratégica da PwC Brasil. “A tendência é que os negócios estejam cada vez mais entrelaçados entre os parceiros. Cada vez mais essa cadeia esteja cada vez mais interconectada, e essa preocupação não tende a diminuir.” A adoção da Inteligência Artificial (IA), conforme destaca a pesquisa da PWC, pode ser uma aliada tanto na prevenção de riscos como em outras frentes para o setor. No Brasil, 34% dos CEOs de serviços financeiros já associam algum aumento de receita atribuído ao uso de IA e nenhum relata queda. Em relação aos custos, 28% apontam redução associada a ganhos de eficiência, enquanto metade (50%) mantém os custos estáveis. Valores significativamente maiores quando comparados com os 12% no mundo que registraram economia de custos e aumento de com IA no último ano.
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