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Estruturados ajudam indústria de fundos a fechar o ano com R$ 88 bilhões em captação líquida

Jiane Carvalho

Pedro Rudge, diretor da Anbima
Pedro Rudge, diretor da Anbima

Os fundos de investimentos encerraram 2025 com captação líquida positiva de R$ 88,4 bilhões, porém com um decréscimo relevante sobre os R$ 123 bilhões de 2024. Se por um lado os fundos estruturados salvaram o ano do setor, os produtos mais líquidos registraram perda de recursos, puxados pelos fundos Multimercado, resgates de R$ 58,9 bilhões, e pelas Ações, saques de R$ 54,8 bilhões. Os dados apresentados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira (08) mostram que FIDCs e FIPs, juntos, registraram ingressos de R$ 117,7 bilhões em 2025. Os portfólios dos Fiagros atraíram R$ 9,1 bilhões.

“Lembrando que saíram do mercado, de um único FIDC, perto de R$ 39,7 bilhões”, comenta Pedro Rudge, diretor da Anbima. Na apresentação dos resultados da indústria de fundos, o executivo ponderou que embora Multimercados sigam com resgates líquidos, na comparação dos últimos trimestres houve melhora. Após perder R$ 151 bilhões no quarto trimestre de 2024, os Multimercados viram sair mais R$ 31 bi, no primeiro trimestre de 2025, e outros R$ 35 bi no segundo tri. “Já no terceiro e no quarto trimestres do ano passado esta categoria de fundos registrou captação liquida positiva”, comenta Rudge, citando o ingresso de R$ 7,7 bi entre julho e dezembro do ano passado. A rentabilidade média dos Multimercados ficou em 14,7%.

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Os fundos de Renda Fixa seguem na mesma toada, se beneficiando da Selic de 15% ao ano. O produto acumulou ingresso de R$ 84,3 bilhões em 2025, contudo um desempenho bem inferior aos R$ 258,8 bi de 2024.

Já nos fundos de ações, todos os trimestres registraram saída liquida de recursos, acumulando em 2025 perda de R$ 54,5 bi. “A categoria viu o patrimônio liquido saltar de R$ 578 bi para R$ 660 bi, mesmo perdendo recursos dos investidores, pelo retorno positivo das carteiras. O que não foi suficiente para atrair recursos”, comenta Rudge. A rentabilidade média da classe no ano ficou em 31,6%.

O patrimônio da indústria fechou 2025 a R$ 10,7 trilhões, um incremento de 14,6% no ano. O número de fundos subiu 4,3%.


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