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Binance sinaliza ajuste na precificação do Bitcoin

Amanda Meneses

Em 2025, os criptoativos tiveram momentos de bonança, mas foram impactados com uma volatilidade que fez o mercado se voltar a ativos seguros, como os metais preciosos. Especialmente em dezembro, os mercados de criptoativos mantiveram uma trajetória de queda, refletindo o sentimento de cautela dos investidores, mesmo diante do afrouxamento monetário promovido pelo Federal Reserve (Fed). No entanto, segundo o Monthly Market Insights da Binance, relatório que analisa os principais movimentos dos mercados globais e do ecossistema cripto, é possível que haja uma reversão ainda em janeiro deste ano.

Os metais ganharam espaço como a principal classe de ativos de 2025 até o momento, com metais preciosos e industriais atingindo máximas históricas, impulsionados por uma combinação de afrouxamento monetário, aumento da demanda ligada à inteligência artificial e uma mudança estrutural em direção ao chamado “Controle de Commodities”. O relatório da Binance aponta que, após caminharem de forma correlacionada até novembro, metais e Bitcoin se desacoplaram no fim do ano, com os metais sustentados por compras agressivas de bancos centrais, restrições estatais à oferta de ativos estratégicos como cobre, prata e terras raras e pressões adicionais de oferta.

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O Monthly Market Insights aponta que janeiro pode representar um ponto de inflexão para o atual momento de baixa. Entre os principais pontos de reversão dessa tendência estão a expectativa de rotação de capital de ativos considerados sobrevalorizados para as criptomoedas, o avanço dos ETFs de altcoins na atração de liquidez e o crescimento das stablecoins como indicadores cada vez mais relevantes da atividade financeira global, segundo o documento.

Ainda segundo o relatório, os participantes do mercado já precificam um ritmo mais acelerado de queda dos juros em 2026, impulsionado por choques tarifários, fragilidade do mercado de trabalho e uma mudança da liderança monetária para um viés mais dovish. Ao mesmo tempo, investidores exigem um prêmio mais elevado no longo prazo para compensar riscos associados à “Dominância Fiscal” e à perspectiva de uma dívida pública global que ultrapassa US$ 50 trilhões.

“Esse movimento de inclinação da curva de juros desafia a narrativa de ‘pouso suave’ do Fed e cria um ambiente favorável para o Bitcoin, que pode se beneficiar tanto da entrada de liquidez mais barata no curto prazo quanto da erosão estrutural do crédito fiduciário no longo prazo”, diz o documento.