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Política monetária ‘está funcionando’ e será contracionista por período ‘relevante’, reforça Guillen

Érica Polo

Diogo Guillen, diretor de política econômica da autoridade monetária
Diogo Guillen, diretor de política econômica da autoridade monetária

A estratégia de política monetária posta em prática pelo Banco Central (BC), com o ciclo de alta da taxa de juros encerrado em junho de 2025, “está funcionando”, tendo em vista que a atividade está desacelerando “conforme o esperado”, reforçou nesta segunda-feira (18), em São Paulo, o diretor de política econômica da autoridade monetária, Diogo Guillen. Ele participou de evento organizado pela Warren Investimentos substituindo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, que precisou cumprir outra agenda em Brasília.

O executivo repetiu informações da última ata do Conselho de Política Monetária (Copom) e respondeu às perguntas de mediadores. “Temos observado a moderação de atividade, que é o cenário antecipado pelo Copom. Sair de um hiato positivo de 0,8% para -0,8% em um ano e meio é uma desaceleração relevante”, disse Guillen. O dado negativo, referente à diferença entre PIB real e potencial, é esperado para 2026.

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O executivo, que evitou responder questões relacionadas à possível pressão sobre a condução da política de juros em ano eleitoral, reforçou que a política monetária seguirá contracionista por “bastante tempo”, e que o BC seguirá “vigilante, já que apesar das surpresas recentes baixistas para a inflação, o IPCA ainda está acima da meta. Não há ainda muita alteração em 2027 e 2028, com inflação próxima a 4%, o que exige restrição monetária por mais tempo, disse. 

Por segmento, houve baixa de preços no atacado, começa a ocorrer arrefecimento inflacionário no varejo, a de alimentos está também com um comportamento mais “benigno”, mas a de serviços é ainda resiliente.

Sobre o fiscal, é ponto que entra na discussão do BC como ‘dado’, uma informação “exógena às hipóteses” da autoridade monetária. “Eu vejo que o mercado debate algumas políticas que podem ser introduzidas, mas a gente não coloca nas nossas projeções”, disse Guillen. “A gente inclui o aprovado em lei”. Segundo ele, o consignado já é incluído.


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