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Ministro Haddad vê mercado mais tenso, “com dedo no gatilho” e defende avanços do governo

Jiane Carvalho

Fernando Haddad, Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender as medidas que vem sendo adotadas pelo governo para o controle fiscal ponderando que a reação dos mercados, na visão dele, é exagerada. Ao participar do CEO Conference 2025, promovido pelo BTG Pactual, Haddad também destacou os esforços na agenda micro feito pelo atual governo, “pouco valorizados” e afirmou que a agenda fiscal não pode “perder o ímpeto”, lembrando que a orientação do presidente Lula é para “não bombardear o andar de baixo”. “Desafio nosso é grande, é combater o patrimonialismo no Brasil, os privilégios para que a conta feche de maneira correta. Sem crescimento econômico não dá para fazer ajuste.”

Questionado sobre a piora acentuada dos mercados no final do ano passado, com alta do dólar, queda no preço dos ativos e alta dos juros futuros, Haddad afirmou que o mercado está muito tenso, “com o dedo no gatilho, esperando notícia para agir, se proteger ou especular”.  Ao comentar a piora na expectativa do mercado, o ministro citou, várias vezes, que falta memória a todos. “Desde o plano real, vivemos momentos difíceis, quando Lula assume (1º mandato) as dívidas eram em dólar, sem reservas, câmbio no topo e ninguém dizia que Brasil iria quebrar”, afirmou Haddad em tom de queixa e acrescentou que o momento geopolítico é desafiador.

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“Turbulência política e fricções acontecem, mas o papel dos homens sérios é fazer o país andar”, disse no evento, afirmando que tem estabelecido um bom relacionamento com os novos comandantes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Desde 2022, a equipe econômica trabalha na mesma agenda, buscando o equilíbrio fiscal e as reformas micro. Temos que combater desigualdade, ineficiência, travas ao crédito e segurança jurídica.”

Na abertura do evento, o chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, fez elogios a Fernando Haddad. “É um ministro que originalmente não é da área, mas capturou as alavancas que fazem o sucesso do ministro da Fazenda”, disse, destacando que Haddad dá importância a temas como equilíbrio fiscal, que permitem juros estruturalmente menores, e “bom ambiente de negócios”.


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