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Executivo vê mercado global de ETF caminhando para US$ 15 trilhões em ativos sob gestão

Amanda Meneses

Antonio de Azpiazu, Diretor executivo, Chefe Comercial para Europa e América Latina da S&P Dow Jones Indices /Crédito: Elias Gomes
Antonio de Azpiazu, Diretor executivo, Chefe Comercial para Europa e América Latina da S&P Dow Jones Indices /Crédito: Elias Gomes

O mercado de ETF (Exchange traded funds, em português, fundos de índices) tem crescido ao longo dos anos, diante de sua performance e eficiência, além da liquidez e dos baixos custos, impulsionado também por uma evolução da regulamentação que favorece esses produtos, como a CVM 179. Embora “não seja para todos”, a perspectiva de executivos do segmento é que esse mercado global atinja US$ 15 trilhões em ativos sob gestão. 

A previsão é de Antonio de Azpiazu, Managing Director, Head of Commercial Europe and Latin America da S&P Dow Jones Indices, feita durante o Encontro Anual Sobre Índices e ETFs no Brasil 2024, promovido pela S&P Dow Jones nesta quinta-feira (07).

Durante o evento, executivos fizeram uma retrospectiva sobre o mercado de ETFs no Brasil, que nasceu em 2004, e como evoluiu nos últimos 20 anos. “Olhando de 2018 para cá, o mercado saiu de em torno de 40 mil investidores pessoas físicas com posição para mais de meio milhão de investidores com posição hoje, e sabemos que ainda tem espaço para aumentar mais essa base”, comentou Thalita Forne, superintendente executiva da B3.

Para Renato Eid, sócio e líder de Estratégias Beta e Investimento Responsável da Itaú Asset Management, há uma série de elementos que precisam ser trabalhados para ajudar o brasileiro a investir melhor. O executivo cita que “muita gente fala de passivo, mas de passivo o ETF não tem nada”. Segundo Eid, o índice é dinâmico, bem como sua gestão, e tem uma série de oportunidades para poder superá-lo, algo que poucos sabem. 


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“Desde a construção do índice, que é algo extremamente vivo, vemos que muda e que é muito difícil batê-lo. O índice em si já é dinâmico, a gestão do índice é extremamente dinâmica, porque você tem uma série de desafios no dia a dia para replicar os índices que a gente replica”, diz. “Há também uma série de oportunidades para conseguir superar o índice que é outra coisa que poucos sabem, através de um trabalho super eficiente que é feito no aluguel das ações com a reversão dessa receita para o cotista.”

ETF caminhando para US$ 15 trilhões em ativos sob gestão
Thalita Forne, da B3; Sergio Foldes Guimarães, do BNDES; Renato Eid, da Itaú Asset Management; e Bruno Stein, da Safra Asset Management

Ainda segundo Eid, o ETF não é para todos, mas vai ocupar um posto de protagonista no mercado. “O ETF não é para todos e nem vai ser, mas ele muito provavelmente vai ocupar o posto de protagonista dentro dessa construção de portfólio, dentro de uma estratégia que eu gosto muito, que é o core e o satélite”, opina. “O que é core deve estar presente na grande maior parte do seu portfólio de investimento e você vai ter o que é satélite, ETFs temáticos, outros ETFs. Enfim, eu estou muito otimista.”

Participação do institucional

Segundo Bruno Stein, superintendente de Produtos da Safra Asset Management, “não existe ninguém que não esteja olhando esse mercado de ETF no mundo institucional”. Durante o evento, o executivo citou a eficiência, a velocidade e o custo muito bons do produto e ponderou como o Brasil é um país de renda fixa e que ainda se posiciona menos nesse mercado do que quase todos os outros no mundo por “motivos óbvios selicais”. 

“O grande desafio e a busca que todos nós temos que ter é de fazer os institucionais usarem pelo menos uma vez os ETFs. A partir do momento que ele usou, é impressionante, ele não volta atrás, porque ele não usa para tudo, ele dificilmente vai ser o produto principal que ele vai comprar, mas como mecanismo de construção, de ajuste de portfólio, é absurdamente eficiente”, argumenta Stein.


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