BEE4, ‘bolsa‘ das PMEs, recebe licença definitiva para operar como balcão organizado

A BEE4, a 'bolsa' das PMEs, acaba de obter licença definitiva da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar como mercado de balcão organizado no país. Com isso, a companhia é a primeira a sair do Sandbox do regulador, e poderá ampliar o escopo de atuação somando renda fixa às atividades. Em janeiro deste ano, a BEE4 obteve licença para operar como central depositária, informa em nota.
Como utiliza blockchain como parte de sua infraestrutura, a companhia é a primeira depositária digital brasileira. A mudança permitirá que a BEE4 atue como ambiente de mercado regulado para negociar, além das ações, debêntures e notas comerciais, focando primariamente em valores mobiliários de PMEs.

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A BEE4 também prestará serviços de guarda, registro e liquidação de operações, uma vez que utiliza a C3, câmara de liquidação da Núclea, um stakeholder de onde vem o funding da ‘bolsa’.
Patrícia Stille, cofundadora e CEO da BEE4, conta que a companhia está finalizando a implementação da central depositária e da expansão das atividades de mercado organizado para os ativos de renda fixa nos próximos meses, enquanto aguarda a edição da nova resolução da CVM, o Regime FÁCIL.
Atualmente, a BEE4 é um ambiente de negociação de ações de empresas com receita anual numa faixa entre R$ 10 milhões e R$ 300 milhões. Com a aprovação do FÁCIL, o escopo de atuação poderá ser elevado a companhias com faturamento até R$ 500 milhões.
Stille disse recentemente em entrevista à Capital Aberto que a companha já tem desenho para derivativos e outros instrumentos, a exemplo de cotas de fundos. “Tem aí um mercado desassistido, CRIs, CRAs. A gente vai estabilizar nos primeiros mercados e aí vamos avaliando, dentro desses novos instrumentos, qual vamos colocar na esteira primeiro, que faça sentido, por ter complementaridade com a rede de clientes formada”, comentou.


