Número de investidores em fundos dobra e há potencial para crescimento, diz CVM

Assim como o Open Banking revolucionou a forma como o brasileiro acessa os bancos, o Open Capital Markets promete transformar o mercado de investimentos. A iniciativa, que entra em pleno vigor em 2025, busca conectar diversas plataformas e participantes do mercado de capitais e promete revolucionar a forma como o investidor acessa serviços financeiros. Com isso, o volume de investimentos em bolsa, renda fixa e fundos pode crescer ainda mais.
Segundo Daniel Maeda, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o conceito do Open Capital Markets é um dos mais importantes passos dados pela autoridade reguladora na gestão atual, de João Pedro Nascimento. O intuito é promover mobilidade, liberdade de escolha, competição, e melhor processo de formação de preço de produtos e serviços.
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“No início da gestão, há cerca de cinco anos, o mercado ainda era muito estreito e dedicado a poucas pessoas. Ele cresceu muito desde então. Houve crescimento em CPFs na bolsa de R$ 500 mil para R$ 5 milhões, CPFs em renda fixa de R$ 5 milhões para R$ 20 milhões, investidores em fundos dobrando de tamanho nesses últimos cinco anos. Cresceu bastante, mas tem ainda potencial para crescer muito mais”, afirmou Maeda durante painel apresentado no Uqbar Day nesta terça-feira (15).

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“Mas [a mudança ocorreu] não só do lado do investidor, também do lado dos emissores. Quando a gente fala de Open Capital Markets para emissores, também é com o intuito de promover esse acesso, de escalar e viabilizar para novos tipos de emissores, em particular, de porte menor”, completa o executivo, citando como exemplo o grande potencial da tokenização.
Maeda afirma que é por isso que a CVM enfatiza muito o apoio a esse tipo de inovação, já que permite emissões em tickets menores, ou seja, para emissores menores, ampliando o acesso ao mercado de capitais. “E aqui conversa muito, inclusive, com os veículos de securitização”.
CVM Fácil
Do lado emissor, de ampliar o acesso, Maeda também cita o Projeto Fácil, lançado há pouco pela entidade para companhias de menor porte, com faturamento abaixo de R$ 500 milhões. “São todas idéias que partem desse mesmo pilar, desse mesmo núcleo do Open Capital Market, de democratizar acesso. Além disso, vamos povoar o mercado de capitais, trazer mais investidores e mais emissões, e aumentar a liquidez dos negócios, além do processo de formação do preço dos ativos e das emissões.”
O executivo cita também “outros vetores” de mobilidade do investidor, como o projeto regulatório de portabilidade, “que já, inclusive, gerou frutos”. “É um conceito muito trazido do Open Finance do Banco Central. Se o investidor tem a intenção de mudar de intermediário, isso traz ganhos em termos de competição, de disputa de preços entre players diferentes, etc. É muito bom e tentamos incentivar isso com um projeto de portabilidade”, finalizou.
