Entre CVM e Conselhinho, maioria dos processos demora mais de cinco anos para acabar


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“Não são dados animadores. O objetivo de educar o mercado fica prejudicado se a demora é tão grande”, avalia Marcelo Beltrão da Fonseca, sócio do escritório Ulhôa, Canto, Rezende e Guerra Advogados, que fez o levantamento. Os processos julgados pelo colegiado da autarquia vão para o CRSFN sempre que são alvos de recurso, seja do acusado, seja da própria área técnica da CVM — obrigada a recorrer de todo processo em que o réu é absolvido pelo colegiado.
Para Fonseca, uma solução possível para desafogar o Conselhinho seria liberar o regulador de recorrer de decisões do colegiado se elas envolverem valor pequeno ou infrações pouco graves, por exemplo.
Ilustração: Rodrigo Auada


