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Sócio da KPMG pode ficar cinco anos na cadeia

Bruna Maia Carrion

Um campo de golfe foi o cenário de um dos últimos escândalos de insider trading nos Estados Unidos. Scott London, sócio da auditoria KPMG em Los Angeles, foi acusado recentemente pela Securities and Exchange Commission (SEC) de ter passado informações sobre cinco companhias para seu companheiro de golfe, Bryan Shaw. Com base nesses dados, Shaw teria ganhado US$ 1,2 milhão entre o fim de 2010 e março de 2012. Como recompensa pela "gentileza", London recebeu dinheiro, joias e diversão. O caso está sendo investigado até mesmo pelo FBI.

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Ao tomar conhecimento da notícia, a KPMG demitiu London e abriu mão da auditoria das empresas Skechers USA e Herbalife, que estavam sob responsabilidade do auditor. De acordo com os investigadores, London também vazou informações sobre a Deckers Outdoor, a RSC Holdings e a Pacific Capital. A KPMG, entretanto, diz não ter identificado que London revelou informações sobre esses três clientes. À SEC, London confessou ter agido sozinho e isentou a firma de auditoria de qualquer responsabilidade. Segundo ele, sua intenção era ajudar Shaw, cujo negócio, uma joalheria, estava indo mal.

A investigação apurou que London ligava para seu amigo dias antes da publicação dos relatórios de auditoria da KPMG e lia para ele os documentos preliminares. Também fornecia informações sobre fusões prestes a acontecer e dava dicas de como ele poderia negociar ações sem levantar suspeitas de que era insider. Durante o período em que o esquema vigorou, London encontrava Shaw periodicamente para receber sacos de dinheiro ou joias. No total, ele embolsou US$ 50 mil. Como punição, London pode receber uma pena de até cinco anos de prisão e multa de US$ 250 mil.