ETF de cobre preocupa indústria norte-americana
A Securities and Exchange Commission (SEC) aprovou o lançamento, em dezembro, de um exchange traded fund (ETF) de cobre, mas, provavelmente, já deve ter se arrependido da ideia. Em janeiro, um consórcio de usuários de cobre, formado por companhias que representam metade da demanda do metal nos Estados Unidos, solicitou ao regulador que repense a decisão. De acordo com eles, a SEC não avaliou adequadamente o impacto do novo produto na oferta de cobre no mercado.
O fundo, controlado pelo JP Morgan e ainda sem data de lançamento definida, pode deter até 62 mil toneladas de cobre como lastro. A preocupação do grupo de consumidores — e também do senador Carl Levin, que preside a comissão de investigações do senado norte-americano — é que o produto abra espaço para especuladores e o preço do metal aumente.

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Levin vem expressando descontentamento com o ETF desde que a BlackRock e o JPMorgan anunciaram seu lançamento nos Estados Unidos. Como o cobre é usado na fabricação de fios elétricos, o senador teme que uma eventual alta no preço prejudique a atividade industrial globalmente.
Vários ETFs baseados em ativos reais já são negociados no Reino Unido. De acordo com o Financial Times, a britânica ETF Securities lançou seis produtos do tipo entre 2010 e 2011, e eles não impactaram o preço dos metais que representam.
