Advogados ajudam catadores de lixo a obter indenização

A partir desse contato, o escritório se debruçou sobre a legislação por cerca de quatro meses. "Ficamos sabendo da preocupação dos catadores em relação à nova lei para resíduos sólidos que previa o fechamento do aterro. Elaboramos um parecer para esclarecê-los sobre a situação e ajudá-los a tomar a melhor decisão", conta Carlos Portugal Gouvêa, sócio do escritório.

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A ideia original dos catadores era criar uma federação de cooperativas para atuarem diretamente com as indústrias que iriam reaproveitar os resíduos, mas o projeto foi reformulado após o parecer do escritório. Segundo o advogado, a criação de uma cooperativa traria custos tributários, fiscais e burocráticos tão elevados que tornaria inviável a atividade de catador. "Os catadores trabalham com uma margem de lucro muito pequena, e a formalização traz um custo alto demais", diz Portugal.
Com o parecer em mãos, a comunidade deixou de lado da ideia da cooperativa e iniciou uma articulação direta com os poderes públicos para buscar os direitos dos catadores. Eles conseguiram a suspensão do fechamento do aterro, além de uma indenização para mil trabalhadores.


