Receita Federal rejeita subjetividade de regras contábeis
Ao criar um novo regime tributário, seja ele uma adaptação do Lalur ou a criação do LAC (veja a nota anterior), a Receita Federal vai ter oportunidade de atualizar seu regramento para o cálculo de imposto. Caberá à Receita analisar tudo que foi alterado com a chegada das normas internacionais de contabilidade e escolher quais mudanças serão incorporadas. De antemão, o Fisco tem sinalizado para as companhias que não aplicará as normas contábeis que dependem da subjetividade do contribuinte.

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Alguns temas presentes nos IFRS foram rejeitados pela Receita. "O conceito do valor justo, que já não existia nas normas do Fisco, permaneceria de fora, assim como o uso do ajuste a valor presente", conta Cristina Berry, sócia da Deloitte e representante da firma no conselho consultivo do Getap. Portanto, caso a companhia tenha contas a receber de mais de um exercício, a receita será trazida a valor presente apenas no balanço societário. As empresas que têm ativos biológicos a contabilizar adotarão o custo de aquisição como critério fiscal, e o valor de mercado como regra societária. Tais itens serão também os geradores das maiores diferenças entre o balanço societário, base para a apuração dos dividendos, e o demonstrativo fiscal, usado para o cálculo do imposto de renda a partir de 2013.
