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Metade das gestoras de recursos pode sumir até 2030, diz KPMG

Luciana Tanoue

Um estudo divulgado recentemente pela KPMG apresenta um cenário nada animador para as gestoras de recursos. De acordo com a consultoria, até 2030, metade delas poderá ter desaparecido. Os motivos? Um dos principais é que terão se tornado obsoletas para seus clientes — a chamada geração Y. “Esses investidores terão necessidades e expectativas diferentes. Vão exigir informações mais personalizadas, educação e aconselhamento. E isso exigirá que os gestores usem a tecnologia a seu favor para entenderem os anseios desses clientes”, diz Ian Smith, sócio da KPMG.

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Nesse contexto, a expectativa é que gestoras tradicionais sejam engolidas pelos seus pares ou até mesmo por empresas de tecnologia, como a Apple ou o Google. A mudança no perfil do investidor, segundo a consultoria, abre uma oportunidade enorme para que players não tradicionais se estabeleçam nessa indústria, principalmente se tiverem familiaridade com o mundo digital e forem capazes de prover plataformas mais modernas de investimento.

Por isso, a KPMG acredita que, no futuro, a maioria das pessoas vai comprar produtos de investimento on-line, baseando sua escolha nas opiniões de outros consumidores, como já ocorre hoje no setor hoteleiro, em sites como o Trip Advisor.