Acordos de Washington

Os acordos eram tratados de cooperação econômica. Diziam respeito, sobretudo, ao fornecimento de matérias–primas (minério de ferro e borracha natural) para os Aliados e a facilidades e financiamentos a serem concedidos ao Brasil. O País se comprometeu a criar duas empresas de controle estatal para prover esses produtos, necessários ao esforço de guerra. Assim nasceram a Companhia Vale do Rio Doce e o Banco de Crédito da Borracha, mais tarde renomeado como Banco da Amazônia.

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O governo inglês transferiu ao brasileiro, gratuitamente, as jazidas ferríferas detidas pela britânica Itabira Iron Ore Co. O Eximbank norte–americano ofereceu créditos para a exploração mineral e remodelação da Estrada de Ferro Vitória a Minas. Em troca, o Brasil forneceria 1,5 milhão de toneladas por ano de minério de ferro — uma metade para o Reino Unido e a outra para os Estados Unidos. Foi estabelecido, então, o monopólio estatal no comércio de borracha e projetada uma produção anual de 50 mil toneladas de seiva da Hevea brasiliensis.
No entanto, no decorrer da 2ª Guerra, nenhuma dessas cláusulas foi inteiramente cumprida pelo Brasil. A produção de borracha alcançou o máximo de 30 mil toneladas em 1945, no fim do conflito. Quanto ao minério de ferro, somente em 1952, sete anos depois, a exportação total atingiria o volume pretendido de 1,5 milhão de toneladas.
Por ironia do destino, as pátrias da livre iniciativa estimularam a criação de empresas e monopólios estatais no Brasil. Explica–se. Durante uma mobilização bélica, vale tudo. No entanto, as governamentais Metals Reserve e Rubber Development Corporation, contrapartes norte–americanas dos Acordos de Washington, se extinguiram após a guerra. Já as brasileiras se perenizaram, com os resultados que o País conhece.
