Brasil confirma interesse em ter o seu fundo soberano
O Brasil entrará para a lista de países com fundos de riqueza soberana, os chamados Sovereign Wealth Funds (SWF), já criados por outros emergentes, como a China. A notícia de que um fundo com essas características estava em estudo foi antecipada pela Capital Aberto, na edição de setembro, e confirmada em outubro pelo ministro Guido Mantega, da Fazenda, e também pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.A obtenção da classificação de grau de investimento e o aumento das reservas cambiais, hoje em torno de US$ 162 bilhões, são precondições para o lançamento do fundo. O plano é manter a parte das reservas equivalente à dívida externa aplicada em ativos conservadores e utilizar o excedente para aplicações no SWF. A notícia, porém, causou polêmica e uma série de informações desencontradas. Opositores da idéia temem que o eventual mau uso das reservas torne a economia do País mais vulnerável.

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O anúncio oficial ainda não ocorreu, mas algumas sinalizações importantes foram dadas pelas autoridades. Segundo declarações do ministro Mantega, o fundo soberano do Brasil aplicaria em ativos como debêntures e títulos do BNDES, como uma forma indireta de fomentar o setor produtivo.
No exterior, os SWFs ganharam visibilidade recentemente por causa das investidas do fundo do governo chinês em participações acionárias no Ocidente. Em junho, foi anunciada a compra de ações do grupo Blackstone, no valor de US$ 3 bilhões, e, em julho, a China garantiu uma vaga no conselho do banco Barclays com um aporte de US$ 4 bilhões.
