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Nível 2, por opção

Yuki Yokoi

Dona de empreendimentos como MorumbiShopping (São Paulo), BarraShopping (Rio de Janeiro) e BH Shopping (Minas Gerais), a Multiplan contrariou suas concorrentes listadas no Novo Mercado e, sem justificativas de ordem regulatória, aderiu, no fim de julho, ao Nível 2 da Bovespa. No setor de shopping centers, não há restrições para a emissão exclusiva de ações ordinárias, mas a situação pontual de um dos sócios obrigou a empresa a abrir mão, temporariamente, da listagem no segmento mais avançado de governança.

O acionista em questão aparece nos documentos oficiais como 1700480 Ontario Inc. Controlado pela Ontario Teachers Pension Plan, possui atualmente 19,5% das ONs e 100% das PNs da Multiplan. O site da empresa informa que a migração para o Novo Mercado acontecerá conforme for reduzida a participação do acionista do Canadá no capital da companhia.

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A Terna Participações é outro exemplo. Apesar de atuar no setor elétrico, é uma holding e não precisa de um controlador definido, como é exigido das concessionárias do setor. Poderia, portanto, emitir somente ações ordinárias e ingressar no Novo Mercado, mas preferiu seguir outro caminho. No ano passado, listou-se no Nível 2 justamente para alavancar a captação de recursos sem promover alterações no bloco de controle. Emitiu units, compostas por uma ação ON e duas PNs.

A Terna oferece, porém, um benefício importante do Novo Mercado: uma ação preferencial “turbinada”, com direito a tag along de 100% — superior ao do Nível 2, que exige 80%. “É provável que o tag along integral tenha minimizado um eventual desconforto do investidor diante da emissão de PNs”, observa Paulo Seidel, gerente de Relações com Investidores da Terna. A primeira companhia a listar-se no Nível 2 sem alegar questões regulatórias foi a UOL, no fim de 2005.