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Investidores avaliam cada vez melhor as ações das novatas

Yuki Yokoi

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Os investidores estão pagando preços cada vez mais elevados pelas ações que estréiam na Bovespa. Neste ano, a relação FV/Ebitda do IPO da Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário atingiu inéditos 187,72. Isso significa que o aplicador pagou, logo na oferta, mais de 180 vezes a geração de caixa da companhia, segundo levantamento do consultor Rodrigo Pasin, da Value Assessoria e Consultoria Empresarial. O estudo leva em conta o Ebitda ajustado anualizado do último balanço divulgado. Na média, as ofertas iniciais do setor imobiliário atingiram FV/Ebitda de 100,09 neste ano, contra 27,79 em 2006, o que representa um aumento de 260%.

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Os papéis dos demais setores estrearam, em média, valendo 15,02 vezes o próprio Ebitda. Ou seja, 11,6% a mais do que o registrado no ano anterior, quando a relação foi de 13,45. “Os múltiplos do setor imobiliário são mais sintomáticos de um possível efeito de bolha”, afirma Pasin. Segundo ele, a liquidez internacional tem sido a grande responsável pelos múltiplos elevados mas, ao mesmo tempo, “está cada vez mais difícil explicar a superavaliação”. Para efeito comparativo, as ações da Petrobras projetam valorização de oito vezes o Ebitda, enquanto as da Vale do Rio Doce embutem perspectiva de 11 vezes.