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Renner amplia a divulgação da AGO

Camila Guimarães Hessel

Reverter a cultura de baixa participação nas assembléias de acionistas é um dos principais desafios da área de Relações com Investidores (RI) desta companhia de controle difuso no mercado. No ano passado, a Lojas Renner se viu obrigada a cancelar uma reunião em primeira chamada por falta de quórum mínimo (25% dos acionistas com direito a voto).

Para que possa contar uma história diferente em 2006, decidiu aumentar a visibilidade da sua convocação de assembléia, atrelando-a à divulgação das demonstrações financeiras. Na metade de fevereiro, quando publicar os números do fechamento do ano 2005, também fará circular o convite aos acionistas e a pauta da reunião. A iniciativa duplica o prazo que separa a convocatória da data do encontro, estendendo-o para 30 dias. A aposta é que, com mais tempo para esclarecer dúvidas e tomar as providências exigidas para a colocação de votos por procuração, o investidor enxergue um incentivo a mais para participar.

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José Carlos Hruby, diretor financeiro e de RI da rede de varejo, conta que a reunião foi antecipada para a segunda quinzena de março e que o processo de preparação será complementado pelo atendimento do RI. A intenção é procurar os acionistas diretamente e estimular que eles entrem em contato com a sua equipe, por telefone ou email, para tirar dúvidas sobre o objeto da pauta e, assim, estreitar o relacionamento. Com o capital disperso e formado por mais de 80% de estrangeiros, a companhia vê a necessidade de mudar as referências do seu investidor, ainda habituado com a existência do controlador nas companhias brasileiras e propenso a enxergar o próprio voto como irrelevante. “Estamos trabalhando para convencê-lo do contrário”, confia Hruby.