Investo lança primeiro ETF da B3 focado em bancos brasileiros

Investo lança o primeiro ETF da B3 dedicado ao setor bancário brasileiro, o BNKS11, em meio ao crescente interesse dos investidores pessoas físicas pelos fundos de índice no país.
O fundo acompanha o Índice Bancos Brasil B3, reunindo as principais instituições financeiras listadas na Bolsa, com exposição às instituições como Itaú Unibanco, Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco, Banrisul, ABC Brasil, Banco Pine e BR Partners.
O setor bancário está em forte expansão no Brasil, apresentando resiliência e ampliação de rentabilidade, ressaltou Cauê Mançanares, CEO da Investo, em comunicado.
Segundo ele, trata-se de um segmento com forte capacidade de geração de caixa, elevado retorno sobre patrimônio e histórico consistente de resultados mesmo em momentos de estresse econômico.
Os grandes bancos brasileiros apresentam um dos maiores retornos sobre o patrimônio (ROE) da B3, entre 15% e 25% ao ano, sustentados por spreads robustos e pela posição dominante no mercado de crédito, destacou a Investo no comunicado.
No longo prazo, o setor também conta com um importante vetor estrutural de crescimento: a relação entre o estoque de crédito e o PIB no Brasil permanece inferior à observada em economias desenvolvidas, como os Estados Unidos, indicando espaço para a expansão do crédito e da bancarização.

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ETFs atraem cada vez mais interesse dos investidores
O lançamento vem na esteira de outros ETFs inéditos colocados recentemente no mercado brasileiro, a exemplo dos fundos de terras raras, minerais críticos, semicondutores e infraestrutura tecnológica para IA e computação quântica.
O número de investidores tem sido impulsionado pela diversificação de produtos disponíveis. Dados da B3 mostram que o número de investidores pessoa física em ETFs (ou fundos de índice) aumentou 35% no primeiro trimestre de 2026.
O crescimento dos ETFs reflete um processo de amadurecimento do investidor pessoa física no Brasil. “Em um ambiente de maior acesso à informação e plataformas de investimento mais acessíveis, o investidor passou a buscar instrumentos que oferecem diversificação, baixo custo e simplicidade operacional”, observou Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital.
Os ETFs atendem exatamente a essa demanda, permitindo exposição a diferentes mercados, setores e classes de ativos por meio de um único produto, acrescentou Belitardo. Além disso, o cenário de expectativa de queda dos juros tende a estimular uma maior migração para ativos de risco, favorecendo veículos eficientes como os ETFs.
“A tendência é que esse mercado continue se expandindo à medida que novos índices, estratégias e produtos sejam lançados, ampliando as possibilidades de alocação para o investidor brasileiro”, acrescentou o gestor da Hike.


