Logística: governo foca na conexão da malha ferroviária para reduzir custos

Governo brasileiro está empenhando na consolidação da malha ferroviária brasileira, focado na conexão de ferrovias e portos para reduzir os elevados custos logísticos no país.
“A ideia dessa consolidação ferroviária é conectar malhas e portos para estimular a competição maior entre os portos, e ajudar a reduzir os custos logísticos”, disse o ministro dos Transportes George Santoro, durante evento da S&P Global Market Intelligence.
Como são poucos os portos com acesso ferroviário, o governo estimulou a criação de mais terminais de uso privado (TUPs) ao longo da costa, disse o ministro. Santoro participou do painel Brasil em Crossroad: Sinais Macroeconômicos de Política e de Mercado para 2026.
“A ideia é fazer projetos que conectam portos, e o primeiro deles é o Arco Ferroviário do Sudeste”, afirmou.
O governo publicou no Diário Oficial a portaria autorizando o plano de outorga da concessão da Estrada de Ferro EF-118, conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste, em dezembro de 2025,
O plano prevê a ligação ferroviária entre os municípios de Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com extensão aproximada de 246 quilômetros.
Logística conectada

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A EF-118 conecta o Porto do Açu (RJ) ao Espírito Santo, com potencial de integração à malha ferroviária existente. O projeto também terá capacidade de conectar os portos capixabas e fluminenses à malha ferroviária existente, incluindo a MRS Logística.
Os investimentos devem somar R$ 6,6 bilhões na fase de implantação, de acordo o ministério. O projeto terá capacidade para transportar até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo granéis líquidos, granéis sólidos agrícolas e minérios.
Em São Paulo, tem um problema histórico dos trens de carga que passam pelo centro da cidade, atrapalhando a operação dos trens urbanos da CPTM, observou Santoro.
O governo prevê a implantação de um ferroanel na cidade de São Paulo, um projeto da década de 60, atualizado pelo atual governo em 2015, ele acrescentou.
O governo também estuda alternativas para o Arco Norte, visando o escoamento de produção do Centro-Oeste e Norte brasileiro. Na região, a operação de hidrovias costuma enfrentar condições climáticas adversas no período da seca.
“Atualmente, o embarcador logístico brasileiro gasta mais transportando uma carga de Corumbá para Santos, do que para Xangai”, disse o ministro. "Isso não faz o menor sentido"
O Brasil se consolidou ao longo dos últimos 30 anos como um país exportador de commodities, sendo o quinto maior em volume exportado do mundo, observou o ministro. Contudo, cerca de 60% deste total vai por modal rodoviário. Isso reforça a necessidade de consolidação do sistema logístico.
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