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Capitalização da Light ganha novo capítulo com jogada do MME

Redação Capital Aberto

O Ministério de Minas e Energia aprovou o pedido de prorrogação dos contratos de concessão para serviços de distribuição de energia elétrica de 14 empresas, incluindo a Light SESA. O acordo com despacho foi publicado na edição dessa segunda-feira (06) no Diário Oficial da União.

A aprovação abre caminho para que a Light faça a capitalização mínima de R$ 1 bilhão prevista em seu plano de recuperação judicial, no prazo de até 90 dias corridos após a data da renovação da concessão, e a conversão mandatória dos valores mobiliários conversíveis em ações da Light S.A, no Brasil e no exterior.

O aumento de capital visa assegurar a implementação dos termos e condições de reestruturação dos créditos contemplados pelo plano de recuperação judicial da Light, a empresa informou no demonstrativo financeiro de 2025.

“A conclusão dessas medidas deverá viabilizar o encerramento do processo de recuperação judicial, na forma de decisão homologatória,” a empresa informou no mesmo documento.

O contrato de concessão da Light SESA para a distribuição de energia elétrica no estado do Rio de Janeiro vence em 4 de junho de 2026. O pedido de prorrogação do contrato prevê a prestação dos serviços por mais 30 anos foi feito em junho de 2023.  

Em dezembro de 2025, a Diretoria da ANEEL já havia recomendado ao Ministério de Minas e Energia a prorrogação dos serviços de distribuição de energia.

Light pediu RJ em 2023

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A Light pediu recuperação judicial em 12 de maio de 2023 para reestruturar mais de R$ 11 bilhões em dívidas, após enfrentar dificuldades financeiras agravada por altos índices de furto de energia, devolução de créditos tributários e eventos climáticos que afetaram seu desempenho operacional. Seu plano de recuperação foi aprovado um ano depois por mais de 99% dos credores.

Os passos seguintes para implementação do plano incluíram o pagamento de R$ 238,6 milhões para credores com dívidas de até R$ 30 mil, realizado em setembro de 2024. A empresa também fez a conversão de créditos em participação acionária, totalizando R$ 2,2 bilhões, concluída em dezembro do mesmo ano.

Em maio de 2025, a Light encerrou o leilão reverso para recompra de seus títulos de dívida (bonds) com vencimento em 2026 cuja taxa era de 4,375%. Na operação, a empresa recomprou 24,19% destes bonds no valor de R$ 273,6 milhões, o que resultou num deságio de R$ 14,4 milhões, a empresa informou na ocasião.

De acordo com o plano de recuperação judicial, o aporte de capital deverá ser feito pelo acionista âncora representado pelo fundo Bavaro, e por sua cogestora WNT gestora de recursos.

Além da Light, o MME aprovou a renovação dos contratos da CPFL Piratininga, EDP São Paulo Distribuição de Energia, Equatorial Maranhão, RGE Sul Distribuidora de Energia, Energisa Paraíba, Energisa Mato Grosso do Sul, Equatorial Pará, Neoenergia Coelba, Companhia Paulista de Força e Luz, Energisa Mato Grosso, Energisa Sergipe, Companhia Energética do Rio Grande do Norte, Elektro Redes S.A. - Neoenergia Elektro.


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