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EFG avança no private banking brasileiro e quer chegar a US$ 7 bi

Jiane Carvalho

A abertura de um escritório no Brasil, há apenas três anos, deu resultado e o banco suíço EFG dobrou de tamanho no país, para US$ 4,9 bilhões de recursos sob gestão (R$ 23 bilhões). Atuando apenas na alocação de ativos offshore, o EFG também se beneficiou do movimento recente de internacionalização dos investimentos dos brasileiros. Presente em mais de 40 países, o banco suíço quer manter o ritmo de crescimento no Brasil, que já é o maior mercado na América Latina. A região representa 12,4% do AUM global do EFG, com US$ 29,6 bilhões.

Sem foco em ativos locais, o EFG planeja chegar a US$ 7 bilhões de AUM no Brasil até 2028, avanço de 43% sobre a posição atual. “Já tínhamos clientes no país, mas identificamos oportunidades e a necessidade de ter uma estrutura local para atendê-los e, com isto, acelerar nosso desempenho. O Brasil se tornou um dos principais mercados da América Latina”, comenta Luís Ferreira, CIO do EFG Bank, em entrevista à Capital Aberto.

No Brasil, o EFG, banco que fechou 2025 com um AUM global de 185 bilhões de francos suíços (US$ 239 bi), atua apenas no segmento de private banking. O público-alvo são clientes que buscam internacionalizar parte do patrimônio. Globalmente, 53% dos clientes do EFG têm mais de US$ 30 milhões de francos suíços (R$ 200 milhões) e 36% têm algo entre 3 milhões e 30 milhões de francos suíços (R$ 20 milhões – R$ 200 mi).


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Na visão de Luís Ferreira, a combinação de fatores tem sido importante como diferencial competitivo do EFG no Brasil: escala e presença global, sem perder o atendimento personalizado. “É difícil um chinês morando em seu país entender as eleições brasileiras. O mesmo vale para a Faria Lima entender o que ocorre na Ásia ou na Europa, dificilmente capta certas nuances dos locais. Temos presença em mais de 40 países, o que faz a diferença na análise dos ativos”, explica o CIO, se referindo à presença global do banco.

Outro item citado por ele, a escala, tem um duplo valor – diferencia o EFG tanto dos bancos globais como dos brasileiros. “Não adianta nada ser global se você não tiver escala, medida pelo AUM. Temos mais de R$ 1 trilhão global, no câmbio atual, e o EFG é grande o suficiente para dar acesso aos melhores gestores do mundo, para investir em tecnologia e ser competitivo em custo. Por outro lado, isto é pequeno (perto de outros gigantes globais) o suficiente para ser inovador, flexível e customizar soluções”, comenta Ferreira. “O offshore dos principais players no Brasil é muito pequeno perto do que temos.”

O EFG Bank Brasil tem, na base atendida, clientes institucionais e vê neste nicho um potencial para ganhar espaço. “Já é relevante, mas queremos crescer muito neste nicho porque entendemos que um dos caminhos para o crescimento no Brasil passa pelo family office. A gente quer ser para esses family offices uma alternativa às plataformas com as quais eles estão trabalhando”, explica o CIO. “Estamos ainda muito no início desse trabalho e temos uma ambição, por exemplo, de expandir o serviço para family office, reforçar a equipe. Até porque vejo que, nos próximos três, cinco anos, a parcela offshore vai ser cada vez mais relevante para o investidor brasileiro.” Sobre a possibilidade de uma licença para atuar no Brasil diretamente, o CIO foi categórico: “hoje não há planos neste sentido. O nosso objetivo no Brasil é crescimento, expansão.”