Lynk Markets fecha parceria com iCapital e reforça oferta de ativos globais na plataforma
A Lynk Markets, fintech B2B que atua na distribuição de ativos para mercados privados na América Latina, deu um passo importante para incrementar a oferta de produtos globais em sua plataforma, que atende clientes como BTG Pactual, BlackRock, Balanz, na Argentina, e Asset Managers, no Uruguai. Com foco na oferta de investimentos alternativos offshores a brasileiros e também estruturados no país e distribuídos em outras jurisdições, a Lynk acaba de fechar uma parceria com a americana iCapital, uma das maiores fintechs do mundo com US$ 945 bilhões em ativos globais negociados em sua plataforma. O acordo envolve a oferta de produtos da iCapital aos clientes da Lynk na América Latina, e uma injeção de capital, cujo valor não foi revelado.
Fundada em 2020, a Lynk Markets atua por meio de Notas de Fundos Privados de Investimentos Alternativos (ETNs, na sigla em inglês) – títulos que facilitam acesso a investimentos alternativos no segmento de gestão de patrimônio na América Latina. Há tanto a oferta de produtos brasileiros, empacotados em Private Notes a parceiros em outros países da região, como de fundos offshore a investidores locais. O Brasil já responde por um terço do negócio da Lynk, e a empresa acredita que o aumento dessa penetração será decisivo para atingir a meta de US$ 1 bilhão em ativos sob administração (AuA) até o fim do ano — um salto significativo em relação aos atuais US$ 600 milhões.
A parceria fechada com a iCapital será um incremento relevante nas expectativas de avanço da Lynk. “Nós já estávamos debatendo uma parceria estratégica de negócios com a iCapital, que viu potencial para uma aceleração da Lynk. "Parte do acordo é uma injeção de capital minoritário na casa, pensando neste avanço que virá”, comenta Francisco Molnar, Country Manager da Lynk no Brasil, em entrevista à Capital Aberto. Pelo acordo, que já está em fase de implantação, a partir de janeiro de 2026 a Lynk poderá ofertar na região fundos de investimento alternativos disponíveis na plataforma da iCapital. “Amplia muito nossas possibilidades, fundos de casas como Apollo, KKR e Blackstone ficam mais acessíveis ao investidor brasileiro.”

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Para Lawrence Calcano, presidente e CEO da iCapital, a América Latina está passando por uma transformação significativa, à medida que os investimentos alternativos deixam de ser exclusividade de investidores institucionais e passam a ser adotados por um público cada vez mais amplo. “A iCapital está ajudando consultores financeiros e seus clientes a acessarem as alternativas certas para suas necessidades”, afirmou Calcano. As ETNs, conforme explica Molnar, reduzem processos que teria que ser feitos para a oferta de um fundo offshore no Brasil, como subscrição, onboarding, para cada investidor em um único pacote. “Criamos a nota (título) com o ativo subjacente, o fundo lá fora, e o parceiro brasileiro tem de fazer apenas um trade daquele ativo e depois distribuir aos seus clientes. Fica mais barato e rápido o processo.” O processo também permite reduzir o valor mínimo para os investidores alocarem recursos nos produtos.
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Parceria Lynk Markets e JHSF Capital
Outro movimento recente da Lynk Markets que atende a estes atributos – dar acesso a investimentos internacionais de forma facilitada – foi a parceria que permitiu a emissão da primeira série de notas com a JHSF Capital, braço de investimentos do grupo JHSF. A parceria permitirá que o investidor brasileiro participe de projetos de expansão global da marca Fasano.
O primeiro marco da parceria foi a criação de um ETN voltado à captação de recursos para o novo Hotel Fasano em Miami. Além desse projeto, a marca Fasano vive um momento de acelerada expansão internacional, com inaugurações já anunciadas em Londres, Cascais e na Sardenha. “As conversas começaram com a criação, pela JHSF Capital, de um fundo voltado ao Fasano Miami, com aporte mínimo de US$ 500 mil”, explica Francisco Molnar. A união entre Lynk e JHSF Capital propõe um novo modelo de acesso a esses empreendimentos, reduzindo o aporte mínimo de investimento em projetos de uma marca de prestígio global e em localizações de alta relevância. Segundo informa Molnar, com o ETN é possível aportes no empreendimento do Fasano Miami a partir de US$ 50 mil.
“O que antes era restrito a grandes clientes e family offices passa a estar disponível para uma base mais ampla de investidores sofisticados interessados em investimentos offshore, que agora têm a oportunidade de participar de projetos em mercados estratégicos, associados a uma marca de renome no segmento de luxo”, explica Molnar.
