Grupo Fictor suspende compra do Banco Master após liquidação
O Banco Central (BC) publicou, nesta terça-feira (18), um comunicado decretando a liquidação extrajudicial do Banco Master, além do bloqueio de bens dos controladores e ex-administradores da instituição. O anúncio ocorre um dia após o Grupo Fictor anunciar a aquisição do Banco, junto a um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o comunicado do BC, tiveram seus bens bloqueados: Master Holding Financeira, 133 Investimentos e Participações, Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Bueno Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, José Ricardo de Queiroz Pereira, Luiz Antônio Bull, Reinaldo Hossepian Salles Lima e Vinicius da Silva Pinto.
Vorcaro, dono do Banco Master, também foi preso pela Polícia Federal (PF). A ação, parte da Operação Compliance Zero, foi deflagrada na manhã desta terça, e tem o objetivo de “combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional”.

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Conforme divulgado pela PF, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Ainda segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início no ano passado, após requisição do Ministério Público Federal, com o intuito de investigar a “possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira”.
Os títulos em questão teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
Grupo Fictor suspendeu compra do Banco Master
Em comunicado enviado à Capital Aberto, o Grupo Fictor informou que o consórcio de investidores globais liderado pela holding suspendeu a operação de compra, reforçando que ela estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores”.
O grupo acrescentou, ainda, que não irá comentar as investigações “por se tratar de tema sob análise das autoridades”.
