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São Paulo FC anuncia iniciativa de corporate venture building

Victor Aguiar

Da esquerda para a direita: Gustavo Verginelli, da Sportheca; José Oliver, do São Paulo FC; Wagner Kojo e Paulo Justino, do Grupo FCJ
Da esquerda para a direita: Gustavo Verginelli, da Sportheca; José Oliver, do São Paulo FC; Wagner Kojo e Paulo Justino, do Grupo FCJ

O São Paulo anunciou, na manhã desta terça-feira (21), a criação da Inova.São Ventures, uma corporate venture builder (CVB). A Inova.São Ventures tem como propósito atrair startups do Brasil e do exterior por meio de um modelo de aceleração e desenvolvimento avançado. A metodologia utilizada será por meio de crowdfunding.

A novidade foi compartilhada por José Oliver, Head de Inovação do SPFC, junto ao fundador e CEO da FCJ Group, Paulo Justino, ao CSO da empresa, Wagner Kojo, e ao COO da Sportheca, Gustavo Verginelli, em coletiva de imprensa realizada no MorumBIS. Era esperada a presença de Júlio Casares, presidente do São Paulo, mas o dirigente se ausentou para comparecer a compromissos do clube no CT da Barra Funda, conforme informado por um porta-voz.

A adoção do modelo de CVB significa que a Inova.Sã Ventures passará a ter como propósito a atração de startups para inclusão no portfólio de produtos do São Paulo. As empresas selecionadas farão parte de um modelo de “aceleração e desenvolvimento avançado, com a oportunidade única de testar e validar soluções em um dos maiores clubes esportivos do país”.


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A ideia, segundo Oliver, é “gerar soluções em duas frentes": para o torcedor, com produtos como "aplicativos, novos benefícios, experiências exclusivas, programas de engajamento e serviços inovadores", e para o próprio clube, "gerando economia com soluções que substituam produtos e serviços utilizados hoje", com o objetivo de eficiência operacional.

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A meta é que, até 2030, o São Paulo esteja participando do processo de tomada de decisão e da distribuição dos produtos de 50 startups, configurando-se como o clube "mais inovador" e "mais high tech da América Latina" nos próximos cinco anos.

O representante do São Paulo também informou que a metodologia utilizada será a de captação via plataforma de crowdfunding, e que o fundo a ser utilizado já foi regularizado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na segunda-feira (20).

Durante a coletiva de imprensa, Oliver foi questionado sobre o momento vivido pelo clube — segundo relatório divulgado neste mês, o São Paulo fechou o terceiro trimestre de 2025 com uma dívida total de R$ 912 milhões. Embora tenha reconhecido que a Inova.São Ventures por si só não faz frente ao passivo, Oliver enfatizou que a iniciativa gerará não só retorno financeiro para o clube, mas também redução de gastos, na medida em que o São Paulo não fará aportes financeiros para obter os produtos a serem utilizados — a moeda de troca é a visibilidade da marca do clube, o uso do estádio, entre outros aspectos.

Segundo estimativa de Wagner Kojo, da FCJ, as captações devem totalizar R$ 3,2 milhões a curto prazo, e R$ 11,6 milhões até 2030. Conforme comunicado do Inova.São, também se espera gerar mais de R$ 90 milhões em novos negócios nos próximos anos.

Para Júlio Casares, presidente do São Paulo, a iniciativa é fundamental para acelerar os objetivos estratégicos do São Paulo.

“Com o avanço das plataformas digitais, fan tokens e da inteligência artificial, os clubes de futebol estão buscando, cada vez mais, transformar a experiência dos torcedores, criando oportunidades de engajamento e personalização”, afirmou o dirigente em comunicado. “Ao longo dos anos, o São Paulo sempre esteve à frente na implementação de inovações, porém este é um novo marco histórico, não só para o clube, mas para todo setor de esportes brasileiro”.

O Grupo FCJ conta com mais de 300 startups investidas, 1500 investidores e 180 executivos de inovação, beneficiando mais de 50 corporações em todo o Brasil — empresas como Algar Telecom, TecBan, Grupo Velore, Grupo Woli, Grupo Leonora, Andrade Gutierrez.

A Sportheca, por sua vez, é uma fábrica de startups voltada para o esporte que atua na construção de empresas em parceria com investidores, empreendedores, marcas e entidades esportivas. É responsável pela criação da OneFan, uma startup que desenvolve ecossistemas digitais para times de futebol, oferecendo aos torcedores mais engajamento com seus clubes por meio de acesso a conteúdos, serviços, produtos e experiências exclusivas.