Às vésperas da COP30, eB Capital cria gestora Flying Rivers e X8 Investimentos lança fundo azul

A realização da COP30 em Belém (PA) em novembro tem estimulado o debate sobre alternativas de financiamento climático e os melhores instrumentos de captação de recursos e alocação em uma economia de baixo carbono. Neste contexto, gestoras têm se movimentado para reforçar estratégias voltadas à sustentabilidade. A eB Capital, gestora brasileira de ativos alternativos, acaba de criar uma nova asset voltada à sustentabilidade, a Flying Rivers Capital. Já a X8 Investimentos, Venture Capital que tem no portfólio investimentos como Vida Veg e Mãe Terra, está lançando um fundo de venture capital voltados à Blue Economy, ou economia azul, que promova a sustentabilidade dos mares.
Os anúncios foram feitos durante painel “Sustentabilidade Disruptiva: Inovação e Tecnologia” do Fórum de Investimentos Sustentáveis (FIS), promovido pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP). “Lançamos hoje uma gestora, a Flying Rivers, que é uma evolução de eB Clima, braço voltado à sustentabilidade. Agora, a gestora terá ida própria e será comandada por Luciana Antonini Ribeiro”, explicou Caio Myrrha, VP de Private Equity da eB Capital, destacando no painel que há muitas teses novas a serem exploradas, de combustíveis avançados, de insumos biológicos, entre outras.
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A Flying Rivers, split da vertical eB Clima e agora com voo próprio, terá como foco atuação em frentes como transação energética, cadeia alimentar e cadeia de suprimentos, sempre como fio condutor a busca por uma economia de baixo carbono.

Já a iniciativa anunciada pela Carlos Miranda, General Partner e CEO da X8 Investimentos, visa alocar recursos em iniciativas de diferentes setores que ajudem na recuperação e preservação dos mares. “Antes diziam que iríamos abraçar as árvores, agora abraçamos golfinhos”, brinca o executivo, acrescentando que sustentabilidade não é abrir mão de retorno. “Tem oportunidades de ganho e ainda com impacto no meio ambiente.”
O novo fundo da X8 é voltado à Blue Economy, ou economia azul, e já avalia mais de 200 empresas para alocar recursos. “Nosso primeiro investimento será em uma empresa no exterior que produz um cimento em obras subaquáticas. É um produto que atrai vida marinha, e não afasta como outros insumos”, explica Carlos Miranda, acrescentando que percebe muito interesse do investidor estrangeiro no Brasil, mencionando a relevância da realização da COP30 em Belém.
O Fundo Azul, da X8, nasce com um capital de US$ 100 milhões podendo investir em ativos locais ou no exterior. “Podemos alocar em turismo, alimento, insumos como o cimento, qualquer atividade que tenha impacto positivo na vida dos oceanos”, acrescenta o CEO.


