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Gestoras de crédito privado lideram crescimento da indústria de fundos

Amanda Meneses

Pedro Rudge, diretor da Anbima
Pedro Rudge, diretor da Anbima

O número de gestoras de fundos especializadas em crédito privado foi o que mais cresceu nos últimos seis anos em relação a casas com foco de atuação em ações, mercado imobiliário, empresas fechadas, renda fixa e as que não têm uma especialidade específica (multiestratégias), segundo dados Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No período, os juros avançaram de um para dois dígitos, favorecendo o movimento.

Até abril, havia 164 casas com foco em títulos de renda fixa privados (CDBs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, debêntures e FIDCs) enquanto, em 2019, eram apenas 60. Ou seja, o número de gestoras de crédito privado avançou 173%.

“Neste período, os juros subiram de 2% para 15%, favorecendo ativos de renda fixa, sobretudo no crédito privado. Como muitos desses títulos são isentos de imposto de renda para pessoas físicas (exceto os CDBs e FIDCs), tornaram-se ainda mais atrativos nesse cenário, impulsionando o crescimento dessas gestoras”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.


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Como resultado, a participação do crédito bancário (CDBs, LCIs e LCAs) nas carteiras dos fundos passou de 6% para 10%, enquanto o crédito não bancário (debêntures, CRIs e CRAs) dobrou, de 4% para 8%. Juntos, esses ativos representavam 10% das carteiras em 2020 e chegaram a 18% em 2025.

A participação de fundos estruturados, como os de Direitos Creditórios (FIDCs), imobiliários (FIIs) e de investimento privado (FIPs) nas carteiras dos fundos também cresceu, passando de 3% para 5%.

Em segundo lugar no ranking de crescimento no período, ficaram as gestoras atuantes no setor imobiliário, que saltaram de 34 para 91, representando um aumento de 167%. Em terceiro, as que investem em empresas fechadas (private equity), com avanço de 79%. O número de gestoras que atuam no segmento saltou de 87 para 156.

Já as gestoras multiestratégias (sem compromisso com nenhuma estratégia específica), a maioria no mercado, cresceram 38%, de 356 para 492 casas. As gestoras especializadas em ações avançaram 24%, passando de 112 para 139 casas, enquanto as de renda fixa cresceram de 21 para 23, alta de 9,5%.