Abrasca traz ex-B3 e mexe em estrutura para reforçar interlocução com mercado de capitais

Chega à Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), neste final de julho, a ex-B3 Lucy Pamboukdjian como diretora de Mercado de Capitais. A executiva abraça o desafio de interlocução das empresas de capital aberto junto a agentes do segmento para contribuir num momento em que a associação busca reforço da atuação estratégica. São pelo menos 450 companhias sob o guarda-chuva da Abrasca, representante de 45% do PIB e de aproximados 80% do valor de mercado das empresas listadas na bolsa brasileira.
“É uma honra receber o convite da Abrasca para contribuir com o desenvolvimento do mercado de capitais, especialmente em um momento tão significativo, no qual a associação e seus associados refletem sobre novos caminhos diante das inovações financeiras e dos desafios que moldam a conjuntura corporativa brasileira”, disse Lucy, em nota exclusiva à Capital Aberto.

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Com mais de 30 anos de trajetória no mercado de capitais, a executiva passou 20 deles na B3 – uma das principais da América Latina – e somou outros cinco anos na Bolsa de Santiago e na Clearinghouse do Chile (CCLV). Já foi liderança em companhias como Avivatec e Registradora de Ativos CERC, marcou participação como conselheira consultiva do CIEE e Ancord, e em iniciativas junto ao LAB de Inovação da CVM, à 100 Women in Finance, WCD Brasil e WCD Foundation.
Pablo Cesário, presidente da Abrasca desde 2022, diz que os movimentos atuais na estrutura, que também passou por mudanças na diretoria executiva de Relações Institucionais e Governamentais, evidenciam o fortalecimento da equipe. “O foco é ampliar a voz do setor produtivo nos principais foros de discussão e esferas do poder público onde pudermos ter representatividade”.
A diretoria que atua especificamente junto a governo, em Brasília, está agora sob o comando do jornalista especializado na área política Felipe Cabral, antes chefe de comunicação da entidade.
Vale lembrar que Lucy chega à diretoria da Abrasca, hoje com seis comissões técnicas – Mercado de Capitais, Jurídica, Auditoria e Normas Contábeis, Relações Institucionais e Governamentais, ESG e Liquidez/Finanças/Tributação – em um momento de transformações no mercado de capitais brasileiro. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passa por troca de liderança, depois da renúncia recente de João Pedro Nascimento, e pouco depois de derrubadas as alterações propostas pela B3 sobre o Novo Mercado.
