Uso de IA e GenIA ganha impulso no setor financeiro; à frente, bancões elevam aportes em 13%
A implementação de tecnologia – IA ou um braço dela, a GenIA (inteligência artificial generativa) – está em foco e ganha velocidade no ecossistema financeiro, seja nos bancões, fintechs ou nas gestoras. O uso vem sendo disseminado mais rapidamente nos grandes bancos, que apostam em inovação nessa área para construir seu diferencial competitivo.
Hoje, essas tecnologias têm um papel central, sendo que 88% das instituições financeiras exploram o potencial delas para inovação e, 94%, para aprimorar o atendimento, indica uma pesquisa elaborada pela Deloitte. O estudo foi apresentado pela consultoria nesta semana em um evento realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Febraban Tech edição 2025, na capital paulista.
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Segundo a Deloitte, o orçamento destinado pelos bancos à tecnologia deve crescer 13% neste ano, chegando a R$ 47,8 bilhões. Bradesco, Itaú e Santander apostam em núcleos de desenvolvimento interno de soluções. Bradesco e Itaú têm parcerias com universidades para isso.
No Bradesco, por exemplo, estudos em parceria com a USP apostam em quatro temas atualmente. Um deles, em andamento, testa o uso de computação quântica para otimização de portfólios de investimentos. Outros projetos são a ferramenta para extrair as principais informações de documentos corporativos e a chamada “IA adversária”.

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Neste último caso, há tentativa de automatizar a segurança dos sistemas de IA do Bradesco – seja a identificação de vulnerabilidades, ou ataques, como a realização da defesa, contou Renata Petrovic, executiva do banco, em painel durante o evento.
Afora as parcerias, os bancões têm fomentado suas áreas internas de tecnologia. Só o Itaú Unibanco tem 400 cientistas de dados, além de parcerias também com a USP e as universidades americanas MIT e Stanford, contou Fábio Napoli, executivo do banco. Como GenIA é um desenvolvedor após “aprender”, por fim, investir nela traz um ganho de produtividade na própria engenharia de software – em cerca de 40%.
Dependendo de como cada empresa implemente a base tecnológica, os funcionários de outras áreas (que não só da tecnologia) têm a mão a inteligência artificial generativa em uso para gerar suas próprias soluções específicas.
Já o espanhol Santander, por atuar em vários países, acabou criando uma área global focada no tema. O princípio é a busca de padronização e, ao desenvolver ferramentas, ademais, a ideia é potencializar o uso em casos que possam ser levados de um país a outro.
Por aqui foi estruturado um grupo, há cerca de três anos, para estudar as tecnologias. “É difícil hoje escolher uma tecnologia só. Todo dia surge um LLM [Large Language Model, as tecnologias de conversação] novo. Além do grupo interno, escolhemos ter parceiros para dominar mais tecnologias”, disse Ricardo Contrucci, do Santander Brasil.
