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Leverage Securitizadora anuncia aquisição da Ore, do Fator

Érica Polo

Leandro Issaka, diretor da Leverage Securitizadora

Em um momento de consolidação no segmento de securitizadoras, a Leverage anunciou nesta quinta-feira (15) a compra da Ore Securitizadora, que pertencia ao conglomerado Fator. Com isso, a carteira de operações da Leverage deve crescer perto dos 30% para um volume de R$ 3 bilhões em emissões de títulos – com foco em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Imobiliários (CRI).

Fundada em outubro de 2022, a companhia compradora centra sua estratégia em ‘securitização as a service’, define Leandro Issaka, sócio e diretor de securitização da Leverage. A empresa fornece um conjunto de serviços na estruturação e gestão de operações nesse campo. “Buscamos entregar uma experiência fluída, que atenda às reais necessidades das gestoras”, disse.

Issaka comanda o negócio ao lado de Lucas Almeida e Henrique Alexandre, advogados que já tinham experiência tanto em estruturação como na gestão de títulos no mercado financeiro. Com a aquisição, a equipe será reforçada por Henrique Sangenetto, antes diretor de operações da Ore.

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Em seu primeiro ano de atividades, após obter registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2023, a Leverage realizou as duas primeiras emissões de CRAs, além de outras duas emissões privadas de debêntures. Em 2024, o número de emissões chegou a 28 emissões e, neste ano, totalizam 12. A meta é chegar a 40 até o fim de 2025, conta Issaka.

O faturamento cresceu pouco mais de dez vezes entre 2023 e o ano passado. Com a aquisição a alta entre 2024 e 2025 pode chegar a 134%. A empresa não informa os números anuais.

Consolidação de mercado

Em nota, o advogado comenta que a aquisição feita pela Leverage é um exemplo do movimento de consolidação setorial. A área cresce, ademais, com devido ao início de operações de players e com novas tecnologias.  Securitização via crowdfunding e tokenização são movimentos a serem observados, continua.

É um bom momento para a renda fixa, com expectativa de alta sobretudo em segmentos de CRIs e CRAs, com os CRIs como alternativa à necessidade de funding do setor imobiliário. No agronegócio, o campo e a indústria se aproximam cada vez mais do mercado de capitais.

Dados da Anbima mostram que, em 2024, as emissões de CRIs atingiram R$ 58,85 bilhões, alta de 23,5% em relação a 2023, e o mercado de CRAs, o qual teve uma leve queda de 4,7% no ano passado (totalizando R$ 43,1 bilhões em emissões),  pode ver uma retomada, acredita a Leverage.

“O mercado de crédito imobiliário, por exemplo, representa hoje entre 9% e 10% do PIB. Em países desenvolvidos, isso chega próximo ou supera 50% do PIB. O mercado de CRA também tem grande potencial, podendo ser maior do que o de CRI no Brasil”, finaliza Issaka.