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Bloxs lança plataforma Bloxs Workspace para operações estruturadas

Amanda Meneses

Felipe Souto, fundador e CEO da Bloxs
Felipe Souto, fundador e CEO da Bloxs

A Bloxs Capital Solutions, techfin voltada para a digitalização do Mercado de Capitais, anuncia nesta sexta-feira (23) o lançamento da nova versão de sua plataforma, a Bloxs Workspace, com o objetivo de simplificar a forma como estruturadores e investidores institucionais originam, conduzem e distribuem operações estruturadas no Brasil.

A ferramenta digital, que vem sendo desenvolvida há 18 meses em MVP (Mínimo Produto Viável) pela casa, oferece infraestrutura para integrar todo o ciclo de vida das operações do mercado de capitais em um único lugar. Isso inclui funcionalidades como o DealMatch, que conecta ofertas aos “investidores certos” com base em algoritmos e dados comportamentais; e o Roadshow Digital, que disponibiliza rastreabilidade total sobre o engajamento dos investidores em ofertas públicas e consultas de viabilidade (pilot fishing) — com acessos, downloads, reservas e interesse indicativo em tempo real. 


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Nesse momento, o foco na companhia está nas emissões primárias, no entanto, o mercado secundário está no roadmap de novas funcionalidades a serem lançadas ainda em 2025. Durante o evento de lançamento da plataforma nesta tarde, Felipe Souto, CEO da Bloxs, falou do processo que pavimentou o caminho para a inovação, citando que iniciou com o home broker, evoluiu par a distribuição de investimentos trazendo novos entrantes que não os grandes bancos, e, posteriormente, a descentralização gerada pela inovação tecnológica junto à inovação regulatória, até chegar ao ponto atual, que permitiu o advento da nova ferramenta.

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“A Bloxs deixa de ser uma plataforma que nasceu como plataforma de equity e crowdfunding para abarcar diversas outras soluções tanto regulatórias quanto tecnológicas, indo nesse drive de se posicionar como uma techfin focada em soluções para o mercado de capitais”, disse, Souto, citando além do workspace um novo módulo “Whitelabel”, voltado para boutiques de crédito ou boutiques tradicionais digitalizarem sua operação com infraestrutura end-to-end, por meio da "PJ2”, como são conhecidas essas áreas pelo mercado. 

A Bloxs Workspace, que trata de operações B2B, está em um período de testes. A nova plataforma iniciou as operações em "soft launch” em 23 de maio para uma base de usuários controlada. Já o "Go Live”, para novos cadastros, está programado para 16 de junho. Atualmente, o volume de emissões originadas gira em torno de R$ 1,6 bilhão e o número de usuários ativos, entre buy side e sell side, é de aproximadamente 260 cadastros. 

O foco é o middle market, público que tem mais dificuldade em acessar o mercado de capitais, mas não está restrito a ele, e também operações estruturadas, embora equity não seja totalmente descartado. A proposta é simplificar e facilitar as operações, incluindo a soluções de originação e até autonomia de listagem de oferta (pública ou privada), além da opção de consulta de viabilidade de uma operação, que podem ser feitas por meio da plataforma. 

São cerca de 130 gestoras institucionais usando a plataforma no mínimo duas vezes na semana para ver deals. “Ele entra porque ele foi provocado por um match que interessa a ele. São 37 boutiques. Ele sobe nesse deal, seja em pilot pitch, seja oferta pública, e o algoritmo, apelidado de deal match notifica quem tem bolso para aquilo”, conta Souto, falando de uma das funcionalidades da Bloxs Workspace, e dizendo que a partir do momento em que há esse “match”, o sell side envia esse alerta pela plataforma, por e-mail ou por WhatsApp.

O lançamento, inclusive, se complementa à estratégia da casa, que aos poucos verticalizou suas operações e foi incorporando soluções como securitizadora, tokenizadora, coordenadora de ofertas públicas e gestora de recursos. “Para cada telinha, como eu gosto de falar, e cada botão que tem na plataforma, temos alguma ação que envolve alguma infraestrutura regulada. Para que a plataforma funcione end-to-end, eu precisei agregar várias licenças regulatórias”, conta o CEO.

A expectativa da companhia é triplicar o volume de emissões originadas digitalmente até o final de 2025, além de dobrar a base de usuários ativos entre agentes do mercado, como estruturadores, distribuidores e investidores institucionais.