Hurst Capital amplia presença no exterior e participa de rodadas de captação de gigantes como Nvidia
A plataforma de investimentos alternativos Hurst Capital vem ampliando os ativos oferecidos ao investidor assim como sua área geográfica de atuação. Casa criada em 2017 e que chama a atenção pela oferta de investimentos pouco comuns no Brasil, como catálogos musicais (royalties), obras de arte, esportes, além de criptoativos, agora inclui também operações de real estate no mercado americano. Hoje com 110 mil investidores em mais de dez países, nos planos da Hurst Capital está ampliar o número de operações rodando nos Estados Unidos para 20 ainda em 2025 e chegar, nos próximos cinco anos, a regiões de Europa, Ásia e Oriente Médio.
“Hoje temos três importantes operações em andamento, mas já estamos em negociações para entrarmos em outras e até o final do ano. Queremos ter mais de 20 operações rodando no exterior”, comenta Arthur Farache, CEO da Hurst Capital, acrescentando que a casa já originou mais de R$ 1 bilhão em oportunidades de investimento. Ele não comenta quais operações estão sendo negociadas. A estratégia da casa é buscar no exterior parcerias com originadores estratégicos para ampliar sua presença em outros países. Nas teses alvo da Hurst destacam-se setores de tecnologias disruptivas, como inteligência artificial (IA), blockchain e mercados em que a tecnologia representa uma vantagem competitiva para a transformação de indústrias específicas.
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O Brasil, na visão do CEO, vai seguir como o maior mercado da Hurst Capital e se mantendo como prioridade da casa. “Acreditamos que ainda há muito espaço para se conquistar no mercado nacional e na nossa missão de democratizar o acesso aos investimentos. Estamos incrementando o nosso portfólio de opções internacionais, com foco em trazer mais ótimas opções de investimento para o público brasileiro”, explica Farache.

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A Hurtst Capital tem hoje três operações em andamento, todas com ativos norte-americanos nos segmentos imobiliário, de stock options, entre outros. Uma delas é a Neural Growth / OurCrowd AI Fund e envolve a big tech NVIDIA, uma das maiores companhias de tecnologia do mundo. A Hurst participa da captação de recursos em conjunto com a plataforma de venture capital OurCrowd que gerencia mais de US$ 2,3 bilhões e investiu em mais de 440 empresas e 56 fundos em cinco continentes. A OurCrowd possui uma colaboração com o programa NVIDIA Inception, para oferecer suporte técnico e acesso a recursos avançados para startups de inteligência artificial. A operação tem prazo de 100 meses.
Outra iniciativa ocorre em parceria com a Realty Mogul, referência em crowdfunding imobiliário nos Estados Unidos. A operação, que tem duração de 15 meses, permite ao investidor brasileiro participar da aquisição indireta do Woodford Ridge, um complexo com 93 casas para aluguel, em Bonaire, na Geórgia. “A oportunidade de investimento em Real Estate está próxima de encerrar dado o seu nível de captação. Ainda estamos segurando a oportunidade aberta para captar os últimos 10% que faltam”, comenta Farache.
A última operação internacional em andamento da Hurst Capital é no segmento de certificado de recebíveis Stock Options – Techs USA, em parceria com o fundo Cedar Tree, que oferece acesso a um portfólio de aproximadamente 120 empresas privadas (e unicórnios) de tecnologia nos EUA. O fundo financia o exercício de stock options de ex-funcionários, com descontos médios de 72,1%. O prazo da operação é de 52 meses.
“Fomos pioneiros no Brasil em originar, oferecer oportunidades e tornar acessíveis investimentos em ativos reais para diversificação em carteiras”, explica o CEO da Hurst, pontuando que embora a casa venha diversificando sua atuação em outras jurisdições, há muitas oportunidades no Brasil. “A maioria dos nossos clientes são brasileiros e continuará a ser nos próximos anos. Com os resultados da bolsa brasileira sendo baixos, acreditamos que ainda há muito espaço para os investimentos de alto retorno que ofertamos”, explica Farache. No Brasil, pontua o executivo, as principais oportunidades seguem focadas em crédito. “O Brasil continua sendo um país de crédito. Estamos otimistas em relação a esse mercado e vamos trazer as melhores opções de crédito do país para os nossos investidores.”


