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VBSO lança ferramenta para auxiliar empresas familiares em governança corporativa

Amanda Meneses

Renata Simón, Sócia de M&A e Societário do VBSO Advogados

O VBSO Advogados lançou ao mercado o Guia de Governança Corporativa, com um Teste de Governança acoplado, ferramenta digital voltada para empresas familiares que desejam avaliar e aprimorar suas práticas de governança corporativa. A ferramenta, lançada em dezembro, começou a ser divulgada pelo VBSO com apoio do Itaú BBA este ano. Agora, o momento é de ampla divulgação e o próximo passo é de coleta de informações sobre as principais fragilidades de implementação das empresas e sobre como auxiliá-las. 

O intuito da ferramenta é auxiliar as empresas na implementação prática da governança de acordo com a estrutura de cada uma. “Nossa percepção é que governança corporativa é um tamanho que não serve a todos. Quando conversamos com os empresários, a sensação é que eles olham para governança e falam ‘tá bom, mas dado o meu tamanho de empresa, o meu tipo de indústria, as minhas características específicas, em que, de todos os pilares da governança eu preciso focar?’”, comenta Renata Simón, Sócia de M&A e Societário do VBSO Advogados.


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Segundo a advogada, ainda há uma dificuldade no mercado em saber por onde começar a estrutura de governança, visto que também existe um custo atrelado a isso. “A ideia do nosso guia não era fazer mais do mesmo, que é simplesmente soltar um guia, como os genéricos que encontramos no Google. Sentimos que o empresariado estava muito confuso: ‘preciso de conselho? Não preciso? Preciso ter algum tipo de controle?”, conta Renata. “Então veio a ideia de criar um teste gratuito com resultado automático e termômetro para o empresário que fizer o teste conseguir identificar, dado o tamanho da empresa dele, o tipo de empresa em que ele deveria colocar mais esforços neste momento.”

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O objetivo é materializar qual deve ser o foco de cada empresa do ponto de vista de implementação de governança que cada uma deve seguir, ou seja, definindo suas áreas de maior fragilidade, como uma sugestão, para trazer um pouco mais de prática para a teoria de uma forma fácil. A ideia do teste vir acoplado ao guia de governança, segundo Renata, veio justamente dessa visão de que cada um deve ter um processo diferente de implementação. A depender da resposta no teste, a companhia pode focar num capítulo, um pilar específico do guia de governança, e priorizar onde pôr seus recursos.

Embora os dados do teste ainda não estejam consolidados, a sócia do VBSO comenta que algumas das fragilidades comuns a essas empresas são, por exemplo, dificuldade de fazer processos de sucessão, falta de acordos de sócios, falta de controles internos e necessidade de implementar uma diretoria mais profissional.

No Brasil, a maioria das empresas de middle market, foco do escritório, são familiares. E, embora haja uma dúvida sobre se a governança cria valor imediato para o negócio, é incontestável que a falta dela pode destruí-lo, pondera Renata. O momento escolhido para lançamento da ferramenta, inclusive, é apropriado, uma vez que devido ao momento econômico e atual ciclo de mercado haja uma seca de IPOs e follow on e um alto número de deslistagem de companhias, afastando essas empresas de um alto nível de governança, representado pelo Novo Mercado da B3. 

“Quando a gente começa a ver um mercado de capitais secando, com empresas saindo da bolsa, é como se fosse um retrocesso do ponto de vista de governança. É um momento de alerta que, independentemente das condições de mercado, você tem que estar preparado para investimentos, os seus stakeholders avaliam, precificam a sua governança, ainda que hoje o mercado esteja menos demandante”, diz a sócia do VBSO.

Segundo Renata, o teste está sendo feito pelas companhias e, em parceria com o Itaú BBA, há uma divulgação da ferramenta desde o início do ano. “O BBA tem um portal de governança no agro, com o qual temos parceria, e eles jogaram o teste para o grupo deles de empresários do agro. Então, agora estamos coletando algumas informações, a ideia é ter um período agora para consolidar resultados do teste e ver como as empresas estão, e assim tentar implementar alguma análise de como está o mercado, quais são as fragilidades de governança”, conta. O VBSO também planeja aprimorar o teste e o Itaú BBA pretende incluir a ferramenta em sua plataforma, à qual cerca de 5 mil empresários têm acesso.